terça-feira, 24 de abril de 2012

LIGAÇÃO DE MURICY COM O SÃO PAULO É COISA DE FAMÍLIA

Ligação que permanece viva, mesmo trabalhando em Santos. Ele, os três filhos, sua mulher, Roseli, e a sogra, dona Neusa, continuam sócios do clube. A família até recebe ingressos de cortesia para shows no Morumbi. “A gente ainda frequenta o clube. Eu não vou mais aos jogos, mas estou sempre na parte social. O mesmo vale para todo mundo da nossa família”, explica a sogra.

Muricy foi campeão pelo time como jogador e técnico. Estabeleceu o domínio tricolor no Campeonato Brasileiro em 2006/07/08, se consolidando como um dos maiores treinadores do país. Saiu para o Palmeiras, depois Fluminense e Santos. Sem romper os laços com a equipe onde foi também assistente de Telê Santana.

A torcida não o esquece. Nas duas vezes em que foi ao Morumbi, como técnico do Peixe, foi aplaudido. “É o reconhecimento do meu trabalho. Quando ando por aí, os são-paulinos me tratam bem, dizem que tenho de voltar. Quando vou, visto a camisa e trabalho duro. No São Paulo, ganhei três títulos importantíssimos. E torcedor é assim, não se esquece mesmo”. constata o comandante.

Três anos após ter sido demitido, continua pagando as mensalidades do clube.

No domingo, Muricy vai tentar repetir o que fez no ano passado e tirar do Tricolor a chance de ser campeão paulista. Embora a família inteira seja torcedora do time da capital, é também, antes de tudo, Muricy Futebol Clube.

“Se ele vencer, vai estar feliz e isso é o mais importante. Mas eu sonho com o dia em que ele vai voltar para o São Paulo. Aí será perfeito”, completa a sogra, dona Neusa. Para o genro, ela é uma figura maternal, a quem sempre dedicou as conquistas obtidas, seja no Morumbi ou em outras equipes.

O técnico também deixou raízes no Náutico. O clube pernambucano lhe concedeu o título de conselheiro vitalício. No entanto, trata-se de algo oferecido como homenagem. A ligação com o São Paulo vai além disso. É coisa de família.

Entrevista
Dona Neusa_ Sogra de Muricy Ramalho

‘Eu não aceitava que o xingassem no Morumbi’

DIÁRIO_ A senhora ia sempre ao Morumbi quando o Muricy era técnico do São Paulo. Continua comparecendo?
NEUSA_ Ah, não. Agora quase nunca vou. Depois que ele saiu, parei de ir. Quando ele estava lá (dirigindo a equipe tricolor), era diferente.

Mas a senhora continua sendo são-paulina?
Eu e toda a família. Só é difícil irmos aos jogos. O Muricyzinho (filho do treinador), por exemplo, agora só vai às partidas na Vila Belmiro, em Santos. Mas todos continuam torcendo muito para o São Paulo. Isso não tem jeito.

Há quem se lembre de ver a senhora discutindo com torcedores que falavam mal do seu genro nas numeradas do Morumbi.
É verdade. Não aceitava que ficassem o xingando toda hora. Não era justo, ainda mais depois de tudo o que ele conquistou no São Paulo, não é? Não me conformava.

A senhora se afastou do São Paulo depois que o Muricy saiu, então?
Não, vou muito à parte social. Faço ginástica, participo de excursões... Gosto muito de lá. A família toda ainda frequenta o clube. Pode não estar tão presente quanto antes, mas ainda assim frequenta.

E para quem a senhora vai torcer no domingo?
É difícil, mas quero vê-lo ganhando e sendo feliz. Prefiro que seja assim.

No ano passado, chegou a se falar na possibilidade de o Muricy Ramalho retornar ao comando do São Paulo...
Seria a situação ideal. A gente espera que isso possa acontecer um dia. Mas, por enquanto, desejo que ele seja feliz e vencedor no clube em que estiver. Atualmente, no Santos.

Ele sempre dedicou para a senhora os títulos que conquistou, não apenas no São Paulo, mas no Fluminense e no Santos. À senhora, aos filhos e à esposa Roseli.
Nós temos uma família muito unida, graças a Deus. Todos torcem pela felicidade dos outros e esperam que sejam vencedores nas suas carreiras.

Fonte: Diário de São Paulo
Categories: ,