sexta-feira, 5 de abril de 2013

Sem dormir, Jadson fala de empurrão em gandula: 'Foi na hora da raiva'


A irritação pelo cartão amarelo recebido na derrota para o Strongest custou uma noite de sono ao meia Jadson. O sempre tranquilo armador tricolor perdeu a paciência, empurrou um gandula que tentava atrasar o reinício da partida e acabou advertido. Uma punição que o tirará da decisiva partida contra o Atlético-MG, dia 17, no Morumbi, pela Taça Libertadores.
Horas depois do resultado negativo que complicou a vida do São Paulo no torneio, Jadson e Osvaldo já estavam novamente no aeroporto de La Paz para a apresentação à seleção brasileira que enfrentará a Bolívia em amistoso marcado para Santa Cruz de la Sierra, neste sábado, às 16h30m. Durante o embarque, o jogador resumiu em poucas palavras o lance.

- Fui pegar a bola, mas o gandula não jogou para mim. Ele veio devagar para devolver na minha mão. Foi na hora da raiva. No hotel, fiquei conversando com o Osvaldo, mas quando cheguei ao quarto não consegui dormir – lamentou.
Jadson não é só o principal armador do São Paulo em 2013. O meia vinha em grande fase, sendo o vice-artilheiro da equipe na temporada, com oito gols, quatro abaixo do centroavante Luis Fabiano, outro que não enfrentará o Galo por suspensão.
O momento era tão bom que o técnico Ney Franco optava por ele quando necessitava escalar apenas um articulador de jogadas – Ganso, contratado por quase R$ 24 milhões, ficava reserva. O treinador, porém, admitiu que a atitude do jogador foi desnecessária e prejudicou a equipe.
- O Jadson tomou um cartão que não precisava ter tomado. Perdemos mais um jogador importante para esse jogo. Espero que possamos montar a equipe com um jogador que o substitua à altura – disse o comandante.
Para avançar às oitavas de final da Libertadores, o São Paulo precisa vencer o Atlético-MG e torcer por uma derrota do Strongest frente ao Arsenal, na Argentina. Caso haja empate em Sarandí, dependendo do número de gols, a decisão pode ser pelo último critério de desempate, o sorteio.

São Paulo corre o risco de ver vaga ser decidida por sorteio


Com apenas quatro pontos em cinco jogos, o São Paulo já não depende só de si para avançar na Libertadores da América. Para se classificar, o Tricolor precisa vencer o Atlético Mineiro no Morumbi e torcer para que o Strongest perca para o Arsenal em Sarandí - e desde que não seja de goleada. Neste caso, São Paulo e Arsenal ficariam com sete pontos, um a mais que o Strongest, e o Tricolor ficaria com a vaga no saldo de gols. Os dois jogos serão na próxima quinta-feira. Outra possibilidade de classificação viria com vitória por dois gols de diferença no Morumbi e empate do Strongest na Argentina. Assim, o Tricolor teria um saldo melhor que os bolivianos.
Mas há uma combinação de resultados que levaria a vaga para sorteio. Sim, sorteio. Para isso, o São Paulo precisaria vencer por 2 a 1, e o jogo na Argentina teria de terminar empatado em 1 a 1. Assim, Tricolor e Strongest ficariam iguais em tudo: pontos, saldo de gols, maior número de gols a favor e maior número de gols fora de casa.
Qualquer outro resultado que não seja a vitória sobre o Galo elimina o São Paulo. Mesmo se vencer, porém, o time paulista pode ser desclassificado, caso o Strongest vença o Arsenal - ou caso o time boliviano termine com mais gols marcados fora de casa, num possível empate com muitos gols na Argentina (2 a 2, 3 a 3, 4 a 4...) e uma vitória do Tricolor por apenas um gol de diferença sobre o Atlético.
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Osvaldo derrota São Paulo The Strongest (Foto: AP)


Juvenal mantém Ney, mas mostra frustração com derrota: 'Decepção'


O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, não poupou críticas ao desempenho do time na derrota para o Strongest, em La Paz, pela Libertadores (assista aos gols). No desembarque da delegação, nesta sexta-feira pela manhã, no aeroporto de Guarulhos, o presidente disse estar decepcionado com a equipe e, mais uma vez, garantiu a permanência do técnico Ney Franco.

- O que eu espero do Ney é que uma derrota como essa, que não é por azar, que sirva para ele ter uma posição crítica sobre o elenco, que faça uma reflexão mais profunda da comissão para ver se estão no caminho certo, tirar proveito dessa situação de infortúnio. Ele é um sujeito sério, trabalhador, gostamos dele, e como disse antes e repito, isso não tira os méritos que ele já teve, sua postura. Ele continua como técnico – afirmou o mandatário, em entrevista à "Rádio ESPN".
O São Paulo chegou a ter a partida nas mãos mesmo depois de ter saído em desvantagem no placar. Aloísio e Osvaldo exageraram nos gols perdidos. Ganso também desperdiçou uma oportunidade clara. O castigo veio no segundo tempo, em falha de Rogério Ceni. Derrota amarga, que complica o clube na briga pela classificação.

- O time não foi bem, não jogou bem. Eu esperava muito mais. Tudo foi feito para ser mais e foi menos. Não discuto se vai dar ou não (para classificar). Eu estava focado nessa partida. Como decisão, foi muito negativo, me abalei bastante com essa performance da equipe. A decepção foi grande, realmente saí frustrado da decisão – disse.
Juvenal deu a entender que pretende fazer mais mudanças no elenco. No ano passado, depois da chegada do técnico Emerson Leão, o presidente promoveu uma verdadeira faxina, negociando jogadores pouco aproveitados e apostando em outras peças. Agora, entende que ainda necessitará efetuar mais modificações para ter resultados.

- Eu entendia que o time já tinha crescido, estava mais amadurecido, competitivo, e você ainda entende que vai precisar mais. Eu que remodelei esse time inteiro dentro da competição e ainda vou precisar mexer mais nesse processo. As peças ainda não se ajustaram. Essa decepção de ontem é mais amarga porque é um coroamento, mas estamos experimentando decepções.
O mandatário falou ainda sobre o fato de o diretor de futebol, Adalberto Baptista, não estar com o time na Bolívia. O dirigente está na Europa para a disputa de um campeonato automobilístico. Segundo Juvenal, Adalberto já havia programado a viagem há muito tempo.
- Ele não estar presente não é o cerne do problema, e sim a decepção do jogo. Ele estar na viagem conosco não ia mudar nada disso. Ele tem interesse na europa, é um grande empresário, e esta licença dele está programada desde o início do ano - justificou Juvenal.
Terceiro colocado no Grupo 3, o São Paulo precisa vencer o líder Atlético-MG, dia 17, no Morumbi, e torcer por uma derrota do Strongest diante do Arsenal, na Argentina. Uma combinação de resultados ainda pode levar a decisão para o último critério de desempate, o sorteio.

Ceni admite aposentadoria, mas vê São Paulo vivo: 'Acredito bastante'


Rogério Ceni tenta se apegar às poucas chances do São Paulo de avançar para as oitavas de final da Taça Libertadores. Aos 40 anos, o capitão e ídolo tricolor admite que esta pode ser sua última participação no torneio, mas joga para evitar que a despedida seja em tom melancólico, com uma eliminação logo na primeira fase.
Na saída do estádio Hernando Siles, em La Paz, após a derrota por 2 a 1 para o Strongest, o jogador reconheceu que dificilmente estará em campo na temporada 2014. Questionado se esta seria a última vez que atua na principal competição sul-americana, ele não fugiu do assunto.
– Provavelmente. Deus queira que nós consigamos chegar o mais longe possível – afirmou o goleiro, que não admitiu falha no segundo gol do Strongest, mas assumiu a responsabilidade pelo resultado adverso.
Não estou na iminência de não classificar. Estou na iminência de ter uma grande oportunidade de vencer. É isso o que eu penso"
Rogério Ceni
Ceni, porém, luta para não perder a esperança de ver o São Paulo no mata-mata. O Tricolor precisa vencer o Atlético-MG, dia 17 de abril, no Morumbi, e torcer por uma derrota do Strongest para o Arsenal, na Argentina, para se classificar. Ficou difícil para um time que não consegue se ajustar, mas não impossível. Clique aqui e veja as combinações possíveis para a classificação.
– Não estou na iminência de não classificar. Estou na iminência de ter uma grande oportunidade de vencer. Isso é o que eu penso. Depois do jogo do Atlético-MG, nós passando ou não, é uma outra história. Eu não penso na iminência de ficar fora. Penso na última oportunidade que temos de ficar dentro – destacou.
Mais do que confiar em um tropeço dos bolivianos em Sarandí, Rogério Ceni lembra da necessidade de o São Paulo vencer, fato raro na Libertadores. Em cinco partidas, o Tricolor só venceu uma, realizando uma de suas piores campanhas na história do torneio.
– Não seria anormal uma vitória ou um empate do Arsenal. Mas temos de fazer a nossa partida contra o Atlético-MG, que vem muito bem. Não podemos deixar passar. Eu acredito bastante. É nossa última chance.
Rogéri Ceni viagem São Paulo Bolívia (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Aloísio herda vaga no ataque e tem nova chance na Libertadores


A vaga deixada por Luis Fabiano é mais uma vez de Aloísio. Titular na rodada passada, quando o camisa 9 cumpria suspensão automática, o atacante foi confirmado pelo técnico Ney Franco entre os 11 iniciais também nesta quinta-feira, frente ao The Strongest, em La Paz, já que o clube não conseguiu relaxamento da pena.
Na Argentina, Aloísio fez um gol, mas poderia ter evitado a derrota de virada para o Arsenal - ou até garantido a vitória são-paulina - se não tivesse desperdiçado oportunidade de balançar a rede aos 38 minutos do segundo tempo, antes do segundo gol do time de Sarandí. "Não poderia ter errado", admitiu, na ocasião.
Desta vez, novos erros podem custar a classificação às oitavas de final e, por isso, apenas a vitória interessa. "Espero contribuir para que a gente traga esses três pontos da Bolívia", disse o jogador, antes de embarcar, no início da tarde desta quarta-feira.A primeira parada será em Santa Cruz de la Sierra. A delegação só deixa a cidade rumo a La Paz horas antes da partida, marcada para 21h30 (de Brasília) de quinta-feira. O objetivo é diminuir os efeitos da altitude de 3.600 metros do palco do confronto.
"Todos sabemos as dificuldades que existem lá. Vamos escutar o que o Ney Franco tem a nos dizer sobre isso", concluiu Aloísio, que foi reserva em fevereiro, na primeira viagem do time a La Paz, quando o time perdeu para o Bolívar por 4 a 3, na fase preliminar da Libertadores.

Técnico boliviano mira eliminação do São Paulo e polemiza por altitude


Eduardo Villegas já fez estágio com Felipão, duas vezes campeão da Libertadores e de quem tenta buscar inspiração Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
No Complexo Esportivo de Achuman, onde se concentra o atual tricampeão boliviano, Eduardo Villegas tenta dormir após o almoço de quarta-feira, mas há algo que perturba seu sono. Encontrar meios do Strongest vencer o São Paulo nesta quinta, saltar à vice-liderança de seu grupo na Copa Libertadores e tentar avançar para o mata-mata. Talvez pela intranquilidade, o atencioso Villegas, principal treinador da atualidade na Bolívia, não se incomoda em deixar o quarto para uma entrevista exclusiva aoTerra
Ex-jogador e com quatro títulos nacionais por equipes diferentes em sete anos de carreira, Villegas se expressa de modo pausado, claro e franco. Foi ele quem declarou que Paulo Henrique Ganso é "muito lento" e sugeriu que o Strongest não oferecesse água a Ronaldinho. Em solo boliviano, tem um ponto de vista firme sobre a interferência da altitude no futebol e cobra a polícia local pela morte de Kevin Espada, em Oruro, em fevereiro. 
Com passagem de forma interina pela seleção boliviana, Eduardo Villegas, 49 anos, é o primeiro tricampeão da história do futebol profissional na Bolívia em 45 anos. O Strongest levou três títulos consecutivos inéditos, o último com Villegas, cuja projeção futura passa pelo resultado desta quinta-feira no Estádio Hernando Siles, em La Paz. Ele, que fez estágio com Luiz Felipe Scolari no Palmeiras, em 2011, tentará reencontrar o amigo no sábado, em Santa Cruz de la Sierra, com a Seleção. Quer dicas para tentar seguir carreira internacional. 
Confira a entrevista exclusiva com Eduardo Villegas na íntegra:
Terra – Como esse jogo é encarado pelo Strongest? E o que mais se destaca no São Paulo?
Eduardo Villegas – A expectativa é enorme porque é uma partida decisiva para nossas ambições. Ganhando, seguiremos com chances até o final da série, e obviamente perdendo ficamos eliminados. Queremos repetir a boa atuação que tivemos no Brasil, mas, além disso, conseguir o resultado favorável. No São Paulo há um conjunto de muita qualidade, jogadores experimentados. Com a ausência de Luís Fabiano, Aloísio e Jadson podem ser os mais importantes no ataque.
Terra – O São Paulo vem de clássico contra o Corinthians no último domingo e já tem mais de 20 partidas no ano. Já o Strongest poupou oito titulares no fim de semana e tem a altitude a favor. A parte física pode definir o jogo?
Villegas
 – Descansar alguns titulares teria de haver efeito positivo, porque nossos jogadores vêm de compromissos intensos. Talvez com menos jogos. Tivemos que cuidar para ter uma produção física mais importante na partida, e assim também ressaltar todo o talento que têm nossos jogadores.
Terra – O que há de mais especial no Strongest para ser tricampeão boliviano?
Villegas –
 A ideia futebolística que tivemos para ser tricampeões é clara. É a ideia que eu tinha e assim logramos o tricampeonato. Já pudemos expressar um pouco disso na Libertadores, mas os resultados não ajudaram.
Ninguém morreu por jogar futebol ou praticar esporte na altitude
Eduardo Villegassobre partidas em La Paz
Terra – Depois de três títulos, uma grande Libertadores passa a ser o principal objetivo?
Villegas –
 Sim. Dizíamos que passar para a fase seguinte deveria ser um ponto importante para ressaltar mais o tricampeonato. Esperamos poder lograr isso, vamos colocar todo nosso esforço para isso.
Terra – O sorteio não foi muito generoso para o Strongest, não? Enfrentar duas equipes brasileiras fortes e o Arsenal, da Argentina, já na fase de grupos, não deveria estar nos planos.
Villegas –
 Sim, nos perguntamos se é o ideal ou correto ter São Paulo e Atlético-MG, que está muito forte, e o Arsenal. Mas dissemos que nos parece bom no sentido de que, enfrentar essas equipes, eleva o nosso nível futebolístico para depois atuar na Bolívia. E se pudermos passar na fase seguinte, teria um mérito maior, pois enfrentamos grandes equipes da América.
Terra – Atlético-MG é o líder do grupo com um grande desempenho. Como vê essa equipe?
Villegas –
 Nos surpreendeu gratamente. É uma equipe forte, taticamente bem estruturada e um pouco baseada no jogo que tem Ronaldinho, que faz todos jogarem. O talento que tem obviamente se manifesta muito bem com o resto dos jogadores.
Terra – Sempre que uma equipe brasileira vem até a Bolívia ou a Quito, o tema altitude vem à tona. Há mais radicais que, no Brasil, defendem que não possa se jogar em La Paz. Qual sua opinião sobre o tema?
Villegas –
 Primeiro tenho que dizer que aqui vivem mais de 10 milhões de habitantes. Nascemos aqui e creio que merecemos jogar aqui. Ninguém morreu por jogar futebol ou praticar esporte na altitude. Morre muita gente no nível do mar por excesso de temperatura. Nunca ganhamos uma partida por altitude. Os atletas bem preparados podem perfeitamente responder na altitude.
Terra – Mas há uma queda de desempenho para quem não está acostumado, não? É algo inevitável a seu ver?
Villegas -
 Quiçá se abaixe 20%, como também conosco no nível do mar, pois abaixamos 20% de nossa produção. Para ambos os lados, tem suas mudanças, o inconveniente da adaptação. Mas aqui há equipes que vieram e jogaram muito bem. O mesmo São Paulo, com Raí e companhia, com Telê Santana, ganharam em Oruro, em La Paz e foram campeões sul-americanos e mundiais.
Terra – A seleção boliviana está praticamente fora da Copa 2014 e não se nota qualquer tipo de evolução. Como, por exemplo, com a Venezuela. Por que a Bolívia não consegue crescer?
Villegas – 
A equipe caiu muito por não fazer um processo de longo prazo com os jogadores jovens. Pode se queimar uma Eliminatória com isso, mas se vai preparar para competir internacionalmente. E depois, que jogadores como Chumacero, possam emigrar para a Europa, México ou Arábia e buscar um melhor nível internacional para expressar na seleção. Nosso nível local é muito baixo. Propus um processo à Federação Boliviana, de trabalhar até 2014, de preparar os menores de 23 anos. E que depois possam ter a chance de classificar a 2018.
Chumacero, com 21 anos, é o principal jogador da equipe boliviana Foto: EFE
Chumacero, com 21 anos, é o principal jogador da equipe boliviana
Foto: EFE
Terra – Há uma comoção nacional muito grande pela morte de Kevin Espada, e no Brasil se discute a situação dos 12 torcedores ainda presos. Como o senhor vê o caso?
Villegas –
 Primeiro que foi um acidente lamentável. Há grande responsabilidade da polícia nesta ordem em deixar ingressar os sinalizadores. O que sucedeu é muito lamentável, sofremos todos, mas nada pode colocar em dúvida a unidade que gera jogar o futebol e a Copa Libertadores. Isso tudo se criou para a unidade dos povos, para melhorar, e nos tocou todos bolivianos. Nós queremos uma imagem boa de tudo que fazemos para o mundo, mas sucedeu isso. O povo boliviano não tem nada de vingança para outros povos, foi um acidente que precisa ser superado.
Terra – Quais suas grandes ambições para o futuro?
Villegas -
 Temos ido bem na Bolívia. Conseguimos quatro títulos com quatro equipes, dirigimos a seleção interinamente e nossa intenção, no futuro, é voltar a dirigir a seleção. Um objetivo agora é tentar dirigir fora do país, na América do Sul, não sei, onde haja oportunidade. Trabalhamos nisso, de tentar nos mudar para mostrar a capacidade dos treinadores bolivianos.

Fonte :Terra

Toloi isenta Ceni e assume erro em lance que originou pênalti


Rafael Toloi assumiu a responsabilidade pelo pênalti cometido por Rogério Ceni em Alexandre Pato, que resultou na vitória do Corinthians contra o São Paulo, de virada, 2 a 1, no Morumbi. O zagueiro disse ao jornal Lance! que errou no recuo de bola ao goleiro tricolor, falha que estragou seu fim de semana de Páscoa.
Toloi ressaltou que Ceni não teve culpa por ter chegado atrasado à disputa com Pato após recuada de bola feita pelo zagueiro.
“Acho que errei, sim. Eu deveria ter dado o passe mais forte para o Rogério, mas peguei mal. Erro meu”, disse Toloi.

COM GANSO E NOVO ESQUEMA, SP TEM MENOS PEGADA E MELHOR PASSE

  • "Ganso precisa melhorar na competitividade e na pegada". A análise de Ney Franco pode ser embasada pelos números do Datafolha.

    Mostra que o São Paulo, com seu novo esquema e com Ganso em campo, melhorou bastante a qualidade do passe, mas piorou na pegada e teve leve queda nas finalizações.

    O levantamento leva em conta os últimos três jogos com o 4-4-2 e os últimos três em outro sistema. Ou seja, o empate com o Palmeiras, a vitória contra o Oeste e a derrota para o Arsenal de Sarandí por um lado e as vitórias contra Mirassol e São Bernardo e na derrota contra o Corinthians do outro

Do sofá para o campo: Edson Silva 'barra' Lúcio e vira titular do Tricolor


edson silva lucio são paulo treino (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Olhar para a lista de jogadores relacionados e não encontrar seu nome havia virado rotina para Edson Silva no início de 2013. A chegada do badalado e pentacampeão Lúcio o derrubou para a quarta opção do técnico Ney Franco e encheu de dúvidas a cabeça do defensor. Mas o quase esquecimento durou pouco. Nesta quinta-feira, ele faz contra o Strongest, às 21h30m, em La Paz, a primeira partida na Taça Libertadores como titular absoluto da posição.
– Só eu sei o que passei no início da temporada. Mas que fique claro que isso pode acontecer com qualquer um. O professor optou por outros jogadores e eu respeitei – disse o zagueiro.
– Ser a quarta opção não é fácil. Claro que você fica cabisbaixo, triste, mas precisa se concentrar nos treinamentos para estar pronto quando a oportunidade aparecer. Já passei por muitas experiências em outros clubes. Hoje, teoricamente, sou titular e estou feliz – emendou.
A sorte do pernambucano da pequena Palmares começou a mudar graças à má fase do Tricolor nos primeiros meses, principalmente na Libertadores. Ney Franco tentou fortalecer a defesa, muito exposta até então, com a colocação de mais um zagueiro para atuar ao lado de Rafael Toloi e Lúcio contra o Arsenal, em Sarandí. Como Rhodolfo estava machucado, o treinador recorreu à sua última alternativa: Edson Silva.
Tudo conspirava a favor. O São Paulo jogava mal, e o técnico optou por tirar de campo um dos defensores. Surpreendentemente, Lúcio foi o escolhido, deixando o gramado irritado, dando início a um atrito com o comandante. O Tricolor perdeu, se complicou na competição, mas Edson Silva voltou para o Brasil com o sorriso aberto pela exibição.
– Eu não sabia que jogaria. Fiquei sabendo um dia antes. Pensei: "Essa é a oportunidade que tanto pedi para me firmar". Tivemos aquela derrota, mas, no meu ponto de vista, fiz uma boa partida – recordou.
O acaso voltou a ajudar, mais uma vez. Na retorno ao país, Lúcio estava suspenso por ter sido expulso no clássico contra o Palmeiras. Edson Silva não só foi titular novamente como também anotou um dos gols da vitória por 3 a 2 sobre o Oeste, no Morumbi, pelo Paulistão. Era o que faltava para ele se firmar e seguisse na vaga desde então.
– Dentro do elenco existe uma competição interna, todo mundo quer jogar. Fiquei muito feliz pela escolha dele. Eu não estava nem sendo relacionado antes. Mas você fica triste também pelo companheiro. O Lúcio é um grande jogador, conquistou muitos títulos e vai dar a volta por cima.
Domingos do Morumbi? Melhor não...
Edson Silva aposta na tranquilidade para se manter em alta no clube. O jogador garante que a cara de mau serve apenas para assustar os atacantes, mas não corresponde à sua personalidade. Do interior de Pernambuco, ele acredita trouxe o estilo pacato de viver sem grandes luxos.
– Eu sou bem calmo dentro e fora de campo. Quando tem de ser um pouco estabanado, consigo ser (risos). Gosto muito de música gospel, isso me ajuda a ficar calmo nas partidas. Sempre estou nas resenhas com o pessoal. Sou criado na roça, na minha época não tinha essas coisas de videogame. Era só jogar bola na várzea (risos).
O jogador, porém, não consegue escapar das brincadeiras pela semelhança com o também zagueiro Domingos, ex-Santos, considerado um dos mais violentos do país. No entanto, jura que apenas a fisionomia tem suas similaridades.
– Pelo histórico, ele passa uma imagem de ser esquentado. Eu não gosto dessas coisas, gosto de jogar futebol. Não dá para ser ele, não. Eu sou o Edson Silva do São Paulo.
Do São Paulo e titular...

Rogério Ceni pede calma na altitude: 'Temos de administrar o jogo'


Rogéri Ceni viagem São Paulo Bolívia (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

O goleiro Rogério Ceni acredita que a mudança tática feita por Ney Franco nos últimos jogos será favorável ao São Paulo contra o Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m (de Brasília), em La Paz, pela Libertadores. Para o capitão, o Tricolor precisará controlar mais a bola para não sofrer com a altitude.
- Temos de administrar o jogo a partir do momento que você tem a bola. Estamos fazendo isso bem com Ganso, Jadson e Maicon. Eles (bolivianos), provavelmente, vão correr mais do que nós - afirmou.
Em sua primeira partida nas alturas em 2013, contra o Bolívar, pela fase preliminar da Taça Libertadores, o São Paulo teve uma grande oscilação. O Tricolor chegou a abrir 3 a 0 na etapa inicial, mas se acomodou por conta da enorme vantagem de oito gols na briga pela vaga (o primeiro jogo, no Morumbi, terminou 5 a 0) e acabou levando a virada por 4 a 3.
- Temos de aprender, porque eu acho muito difícil fazer 3 a 0 novamente, assim como é difícil tomar quatro. Aquela foi uma partida atípica, tanto o começo quanto o fim - ressaltou Ceni.
A goleada do Atlético-MG sobre o Arsenal, quarta, em Belo Horizonte, ajudou o São Paulo. O clube do Morumbi permanece em segundo, com os mesmos quatro pontos dos argentinos. Uma vitória na Bolívia deixa a equipe dirigida por Ney Franco muito perto da classificação. Na rodada final, o Tricolor recebe o Galo, em casa.
- É um jogo decisivo, que pode nos colocar em uma boa situação para dependermos somente do nosso desempenho na última rodada - ressaltou o goleiro.

Pressionado, São Paulo enfrenta altitude e Strongest em La Paz




O futuro do São Paulo na Taça Libertadores e na temporada 2013 depende desta quinta-feira. O antes favorito ao quarto título sul-americano agora luta para se salvar e conseguir uma vaga nas oitavas de final. Apoiado pela melhora de rendimento dos últimos jogos, mas sem o artilheiro Luis Fabiano, o Tricolor enfrenta a altitude e o Strongest, às 21h30m (de Brasília), no estádio Hernando Siles, em La Paz.
A vitória do Atlético-MG sobre o Arsenal, em Belo Horizonte, acabou com qualquer chance de os são-paulinos serem eliminados já nesta quinta rodada no Grupo 3. A equipe dirigida por Ney Franco continua em segundo, com os mesmos quatro pontos dos argentinos – leva vantagem no saldo de gols: menos um contra três negativos. Os bolivianos estão em último, com três. Na rodada final, os paulistas pegam o Galo, no Morumbi.
Os tricolores confiam na evolução apresentada recentemente. É bem verdade que o time vem de uma derrota para o rival Corinthians, mas subiu de produção. A baixa é Luis Fabiano, suspenso por quatro jogos pela Conmebol em virtude da expulsão contra o Arsenal, no Pacaembu. Assim, toda a esperança cai sobre Jadson e Paulo Henrique Ganso.
header as escalações 2
São Paulo: Ney Franco não confirma a escalação, mas deve fazer apenas uma mudança em relação ao time que perdeu para o Corinthians. O atacante Aloísio entra no lugar de Luis Fabiano, suspenso. O goleiro Rogério Ceni, recuperado de dores no pé direito, está escalado. A formação é a seguinte: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Denilson, Maicon, Jadson e Ganso; Osvaldo e Aloísio.
Strongest: o técnico Eduardo Villegas faz mistério para divulgar a escalação da equipe. Apesar disso, ele não deve fazer grandes modificações. A única está no setor defensivo. Mendéz ainda não está totalmente recuperado de um problema muscular. Caso seja vetado, Smith deve assumir a posição. A provável formação é a seguinte: Vaca, Bejarano, Barrera, Smith (Mendez) e Chavez; Chumacero, Veizaga, Soliz e Cristaldo; Escobar e Reina.

quem esta fora (Foto: arte esporte)
São Paulo: o zagueiro Lúcio, com uma torção no tornozelo esquerdo, e o centroavante Luis Fabiano, suspenso por quatro partidas pela Conmebol.
Strongest: Ninguém.

header fique de olho 2

São Paulo: Sem o Fabuloso, cabe a Jadson comandar o setor ofensivo do Tricolor. O baixinho é o vice-artilheiro da equipe na temporada, com oito gols, e vem sendo o principal jogador do clube em 2013.
Strongest: o atacante Pablo Escobar é uma das principais armas de ataque dos bolivianos. O jogador, com passagens por clubes brasileiros como Ipatinga e Ponte Preta, deu muito trabalho ao São Paulo na partida realizada no Morumbi, pelo primeiro turno.

header o que eles disseram

Ney Franco, técnico do São Paulo: “A mobilização é pela classificação à próxima fase da Libertadores, uma partida decisiva em cima dos tropeços que tivemos contra o Arsenal. Vamos ter tranquilidade, mas logicamente em cima da nossa responsabilidade”.
Eduardo Villegas, técnico do Strongest: Temos de ser ofensivos, mas não podemos nos descuidar da defesa. Vamos enfrentar um dos melhores times do Brasil. Será um jogo muito difícil.

header números e curiosidades

* São Paulo e Strongest já se enfrentaram três vezes na Libertadores. Em 2005, pela fase de grupos, houve empate por 3 a 3, em La Paz. No mesmo ano, no jogo de volta no Brasil, o Tricolor venceu por 3 a 0, gols de Edcarlos, Luizão e Grafite. E neste ano, em fevereiro, nova vitória são-paulina, desta vez por 2 a 1, de virada.
* O São Paulo atuou 21 vezes neste ano, somando 13 vitórias, três empates e cinco derrotas. Foram 42 gols marcados e 24 sofridos. Luis Fabiano, desfalque nesta quinta, é o artilheiro com 12 gols. Jadson fez oito. Ney Franco utilizou 29 jogadores: Aloísio foi quem mais atuou (19 partidas).
* Tricampeão da Libertadores (1992, 1993 e 2005), o São Paulo é a equipe brasileira que mais vezes disputou a final do torneio (seis) e a única que chegou três vezes seguidas à decisão (1992/93/94).
* Se for campeão da Libertadores neste ano, o Tricolor se tornaria o quarto maior vencedor do torneio, atrás apenas de Independiente (7 títulos), Boca Juniors (6) e Peñarol (5).
header último confronto v2
O São Paulo levou um susto, mas venceu o Strongest por 2 a 1 no dia 28 de fevereiro deste ano, no Morumbi, pela segunda rodada do Grupo 3 da Libertadores. O time boliviano saiu na frente com gol de Barrera, após falha da defesa. O Tricolor reagiu e conseguiu o triunfo graças aos gols de Luis Fabiano e Osvaldo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Com Ceni e sem Lúcio, Ney relaciona 20 jogadores para duelo na Bolívia


Rogério Ceni São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

O São Paulo tem um desfalque de última hora e uma boa notícia para enfrentar o Strongest às 21h30 (de Brasília) desta quinta-feira, na Bolívia, pela penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores. Rogério Ceni treinou normalmente nos últimos dias e viaja com a delegação. Por outro lado, Lúcio sentiu uma lesão e fica no Brasil.
O capitão tricolor reclama de dores no pé direito desde o clássico com o Corinthians, no domingo passado, quando acertou Alexandre Pato no polêmico pênalti que decidiu o confronto. Ceni trabalhou normalmente nesta quarta, mas por precaução Ney Franco relacionou também o terceiro goleiro, Léo.
Lúcio, por sua vez, sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo no treino desta quarta pela manhã e não viajará. O zagueiro permanecerá em São Paulo fazendo tratamento no Reffis.
Confira a lista de relacionados:
Goleiros: Rogério Ceni, Denis e Léo
Laterais: Cortez, Paulo Miranda, Carleto e Douglas
Zagueiros: Rafael Toloi, Rhodolfo e Edson Silva
Volantes: Wellington, Rodrigo Caio e Denilson
Meias: PH Ganso, Jadson e Maicon
Atacantes: Ademilson, Osvaldo, Aloísio e Wallyson

Lateral-esquerdo Carleto renova contrato com São Paulo


Carleto, São Paulo (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)

Antes da viagem para a Bolívia, nesta terça-feira, o lateral-esquerdo Carleto estendeu seu vínculo com o São Paulo. O jogador renovou o contrato até o fim da temporada de 2015. São-paulino declarado, o defensor comemorou a permanência no clube do coração.
– Sou um torcedor, todo mundo sabe que sempre fui são-paulino. Gosto de representar o torcedor dentro de campo. Agora tenho ainda mais motivação e tranquilidade para defender essa camisa com a mesma garra de sempre – afirmou ao site oficial do clube.
Contratado em 2010 do Valencia, da Espanha, Carleto demorou a se firmar no São Paulo. O lateral acabou emprestado para América-MG e Fluminense, onde conquistou o título brasileiro do ano passado. Valorizado pela campanha, recebeu nova chance do técnico Ney Franco.
– Fico muito contente. É mais um objetivo alcançado, uma meta que tinha desde que voltei do Fluminense. As coisas estão saindo bem, tem dado tudo certo, espero dar sequencia no trabalho e seguir no clube por muitos anos – disse.
Reserva no início do ano, Carleto só conseguiu ganhar a vaga recentemente – ele está escalado para enfrentar o Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m, em La Paz, pela Libertadores. Cortez não manteve as atuações do ano passado e abriu espaço para que o concorrente assumisse o lugar.

Escalado, Ceni fará tratamento na Bolívia: 'Estou mais ou menos'


A noite será longa para Rogério Ceni. O goleiro foi confirmado pelo técnico Ney Franco como titular do São Paulo na partida contra o Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m (de Brasília), em La Paz, pela Taça Libertadores, mas continuará em tratamento para diminuir as dores no pé direito.
– Estou mais ou menos, melhorando. Vou continuar o tratamento agora para reunir condições. Hoje, fiz todos os trabalhos no treino – disse o capitão na chegada a Santa Cruz de la Sierra.
rogerio ceni desembarque bolivia (Foto: Carlos Augusto Ferrari) Ceni se movimenta normalmente, sem mancar, mas reclama de um desconforto no local quando precisa chutar a bola. Caso o problema continue até a partida, o jogador pode até abrir mão de cobrar os tiros de meta, passando a função para algum defensor.
Dor faz parte. Preciso melhorar quando bato na bola. Em 24h muda muita coisa na nossa vida"
Rogério Ceni
Como precaução, o treinador optou por relacionar mais um goleiro na viagem. Léo, formado nas categorias de base, está concentrado com o grupo. Denis é o reserva imediato da vaga.
– Estou com dor. Mas dor faz parte. Preciso melhorar quando bato na bola. É quando dói. Em 24h muda muita coisa na nossa vida. Vamos trabalhar – ressaltou.
O ídolo são-paulino sentiu o problema em um lance polêmico. Após um recuo errado de Rafael Toloi no clássico contra o Corinthians, o goleiro tentou chutar a bola, mas acertou o pé de Alexandre Pato. O árbitro marcou pênalti que o próprio atacante converteu e deu a vitória ao Timão.
Para fugir dos efeitos da altitude de La Paz, o departamento de futebol do São Paulo optou por concentrar a equipe em Santa Cruz de la Sierra, apenas 400m acima do nível do mar. O grupo segue para o local da partida depois do almoço de quinta.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Jogo contra o Bolívar vira 'exemplo completo' para o São Paulo na quinta


Ney Franco entrevista coletiva no São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

O São Paulo faz nesta quinta-feira sua partida mais importante da temporada até aqui: de olho em uma vaga nas oitavas de final da Taça Libertadores, o Tricolor enfrenta o Strongest, da Bolívia, em La Paz, às 21h30m (horário de Brasília). A última vez que a equipe visitou a capital boliviana foi na fase preliminar da competição, em um jogo que se tornou exemplo para jogadores e comissão técnica - positiva e negativamente.
A derrota por 4 a 3 para o Bolívar não atrapalhou o São Paulo, que havia vencido por 5 a 0 no Morumbi e assegurou a vaga na fase de grupos. Porém, a maneira como se deu a derrota irritou os torcedores: após fazer 3 a 0 primeiro tempo, em atuação memorável, o time apagou na etapa complementar e cedeu a virada.
Os quase 3.700m de altitude de La Paz preocupam o técnico . O preparo físico de sua equipe, não. Tranquilo em relação às condições dos jogadores, o comandante lembrou a reviravolta na partida contra o Bolívar e assegurou que a queda vertiginosa de desempenho vivida no segundo tempo não se repetirá nesta quinta-feira.
- O jogo que fizemos lá é referência. Fazer um primeiro tempo do jeito que foi, 3 a 0, jogando na Bolívia, são poucos clubes do mundo que conseguem. Só não podemos ter a acomodação que tivemos no segundo tempo. Ficou uma má impressão, mas logo depois do jogo eu disse que não foi a altitude, e sim a equipe, que se acomodou - explicou o treinador, em entrevista coletiva no CT da Barra Funda.
Satisfeito com o desempenho recente da equipe, especialmente com a apresentação no clássico contra o Corinthians – embora a equipe tenha saído derrotada por 2 a 1 – Ney quer que a eficiência apresentada no Campeonato Paulista se repita na Libertadores. Hoje, o Tricolor lidera o estadual com 35 pontos, um a mais que a vice-líder Ponte Preta, e com um jogo a menos na tabela.
- A expectativa é ver o São Paulo dos últimos quatro jogos. Foram partidas consistentes, embora não tenhamos vencido o clássico. Esse é o São Paulo: vai a campo e sabe o que fazer, tem uma proposta na partida. Imagino que contra o Strongest tenhamos que repetir o que foi feito no clássico, mas com sorte maior.

Destaque do São Paulo no ano, Jadson celebra retorno à Seleção


jadson são paulo (Foto: André Lessa/Agência Estado)
Destaque do São Paulo em 2013, o meia Jadson está de volta à seleção brasileira. O jogador foi convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para o amistoso contra a Bolívia, no próximo sábado, às 16h30m (de Brasília), no Estádio Ramon "Taihuichi" Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra - clique aqui e veja a lista completa.
- Essa notícia me deixou muito contente, é sinal de que o trabalho está sendo bem feito. Quero seguir trabalhando forte e mostrar ao Felipão que tenho condições de jogar pela seleção brasileira - disse Jadson, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa.
A lista para o amistoso não inclui jogadores que atuam fora do Brasil. Jadson tem ciência de que a concorrência por uma vaga no meio-campo da Seleção para a Copa do Mundo de 2014 é grande. Ele tem cinco jogos com a camisa verde e amarela, e esta é a primeira vez que é chamado por Felipão.
- Sei que a qualidade dos jogadores brasileiros é enorme. Se pudesse, poderíamos montar três ou quatro Seleções competitivas e que não fariam feio contra nenhuma outra. Mas também sei dos meus objetivos na carreira e farei de tudo para alcançá-los com bastante humildade, respeito e pés no chão - disse o são-paulino.

Sobre o jogo contra a Bolívia, Jadson torce para ganhar uma oportunidade de entrar em campo e demonstrar que pode ser mais uma boa opção para Felipão.
- A convocação já é algo maravilhoso, mas agora preciso trabalhar forte e demonstrar que posso ser útil dentro de campo. Essa partida contra a Bolívia é uma ótima oportunidade aos jogadores que atuam no futebol brasileiro e quero aproveitá-la ao máximo-  disse.

O retrospecto de Jadson na Seleção é positivo. Ao todo, o meia participou de cinco jogos - obteve três vitórias (Argentina, Romênia e Escócia), um empate (Paraguai), e uma derrota (França), além de ter marcado um gol sobre os paraguaios, no empate de 2 a 2 pela Copa América de 2011. Na época, a Seleção era comandada por Mano Menezes.

Pelo São Paulo, somente em 2013, o camisa 10 disputou 17 partidas, marcou oito gols (cinco no Campeonato Paulista e três na Copa Libertadores) e deu seis assistências (três no Estadual e outras três no torneio continental). Desde que chegou ao clube, Jadson já entrou em campo 86 vezes, fez 18 gols e deu 25 assistências.

Osvaldo vibra com mais uma chance na Seleção: 'Estou muito motivado'


Osvaldo no treino do São Paulo (Foto: João Pires / Vipcomm)

Depois de fazer parte do grupo da Seleção nos duelos contra Itália e Rússia, na última semana, o atacante Osvaldo voltou a ser lembrado pelo técnico Luiz Felipe Scolari. O jogador do São Paulo foi convocado para disputar o amistoso contra a Bolívia, no próximo sábado, na cidade de Santa Cruz de la Sierra.
Em boa fase com a camisa do Tricolor desde a reta final da temporada passada, quando a equipe do técnico Ney Franco conquistou a Copa Sul-Americana, o atacante se mostrou empolgado com mais uma chance com Felipão.
– Estava ansioso e recebi essa convocação como uma resposta positiva ao período que estive com a seleção brasileira para os amistosos com a Itália e Rússia. Procurei mostrar meu trabalho ao Felipão nos treinamentos e também uma boa postura no convívio com o grupo – disse.
Apesar de ter feito parte do grupo nos amistosos contra Itália e Rússia, Osvaldo, que foi chamado para ocupar a vaga do machucado Lucas, não teve a oportunidade de entrar em campo. Na Bolívia, porém, o atacante torce para que isso seja diferente.
– Fico feliz por ele ter confiado em mim me dando essa nova chance. Estou muito motivado e confiante pelo bom momento que vivo no São Paulo. Se eu tiver a chance de jogar, pode ter certeza de que vou fazer de tudo para não desperdiçar – completou o atacante.
Curiosamente, Osvaldo já embarca para Santa Cruz de la Sierra na tarde desta quarta-feira. Porém, antes do amistoso com a seleção brasileira, o jogador terá duelo importante pelo São Paulo. Na quinta, o time encara o Strongest, em La Paz, pela quinta rodada do Grupo 3 da Taça Libertadores da América.