Mostrando postagens com marcador 100 gols. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador 100 gols. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Parabéns M1TO

M1TO são-paulino faz aniversário nesta terça-feira em grande forma física


Para quem vê Rogério Ceni no gol são-paulino, nem imagina quantos anos ele está fazendo nesta terça-feira, dia 22 de janeiro. Idade que é um mero detalhe na vida deste grande goleiro, um dos maiores ídolos da história do São Paulo Futebol Clube.
São 40 anos. Deles, 22 dedicados ao Tricolor Paulista. Uma história de cumplicidade, amor, títulos, alegrias, tristezas, é claro, mas de muitas conquistas. Disposição e vontade de um garoto que acabou de chegar e está pronto para mostrar que merece uma chance entre os titulares.
Assim é Rogério Ceni. O mesmo que ganhou a primeira oportunidade em 1993 como o que ergueu o troféu de campeão mundial 12 anos depois no Japão, se tornando então um M1TO para a torcida são-paulina. Ao todo, são 1051 jogos com a camisa do São Paulo, sendo 558 vitórias, 237 empates e 256 derrotas - aproveitamento de 60,6% dos pontos disputados.
"Aos 40 anos, só tenho agradecimentos do que vivi até agora", ressalta Ceni.
E ele tem mesmo. O camisa 01 é o jogador que mais vezes foi campeão em competições oficiais na história do São Paulo - 17 no total. Não bastassem tantos números positivos, Ceni também é artilheiro, e dos bons. Ao todo, são 107 gols na carreira, marca que o torna o maior goleiro-artilheiro da história do futebol mundial.
Nesta terça-feira, Rogério não quer nada de especial. Às 9h, ele já estará no campo pronto para mais um dia de trabalho. É o que ele mais gosta de fazer. Faz com paixão. Com alegria. É isso que o torna tão ídolo, tão espelho e admirado por diversas gerações de são-paulinos ao longo do tempo.
Isso é Rogério Ceni:
  • Data de admissão no São Paulo: 7 de setembro de 1990
  • Data de efetivação no profissional do São Paulo: 6 de outubro de 1993
  • Estreia: Troféu Santiago de Compostela - Tenerife 1 x 4 São Paulo (25/6/93)
  • Partidas disputadas pelo São Paulo no Morumbi: 507
  • Gols marcados no Morumbi: 63
  • Gols marcados no geral: 107
  • Total de jogos: 1057
  • Partidas em toda carreira: 1080
  • Vitórias obtidas em toda carreira: 577
  • Jogador do São Paulo que mais jogou na Libertadores: 72 partidas
  • Atleta com mais vitórias no São Paulo: 558
  • Goleiro do São Paulo com maior série sem sofrer gols no Brasileiro: 990 minutos
  • Número de títulos conquistados pelo São Paulo: 31
(*Alguns feitos)

Parabéns ao maior goleiro da história do futebol mundial e o maior de nossa história.

Parabéns M1TO

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

ROGÉRIO CENI: 22 ANOS DE HISTÓRIA E PAIXÃO

Nesta sexta-feira, goleiro completa mais um ano vestindo a camisa do São Paulo

Captura de tela inteira 2882011 105043.jpg
Rubens Chiri / saopaulofc.net
Dia 7 de setembro de 1990. O garoto tímido de Pato Branco chegou ao São Paulo. Aos poucos, foi observando, aprendendo e aguardando sua chance. Chegou ao elenco profissional em 1993. Quatro anos depois, estreou. Depois de 22 anos, Rogério Ceni se tornou o M1TO de toda uma nação apaixonada.
Nesta sexta-feira, o camisa 01 são-paulino completa mais um ano de devoção, carinho e respeito pelo São Paulo. Um profissional de tantas glórias e títulos pelo Tricolor, que soube esperar chegar sua vez para começar a brilhar com a camisa do clube paulista.
Dono de infinitos recordes, Rogério está com 39 anos, mas com o espírito de quem acabou de começar a jogar. Ao olhar para trás, ele vê uma história linda e apaixonante. Afinal, quem não se lembra do histórico ano de 2005, quando o São Paulo conquistou o Paulista, Libertadores e Mundial.
A seguir, os três títulos seguidos do Campeonato Brasileiro - 2006, 2007 e 2008 - transformou Rogério Ceni em um dos maiores ídolos da história do Tricolor. Gigante na meta tricolor, o goleiro também se destaca fazendo gols. Ao todo, já são 105 na carreira, feito que o tornou o maior goleiro-artilheiro da história do futebol.
Confira matérias sobre o M1TO
Centésimo gol que foi histórico. No clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista do ano passado, Rogério fez da Arena Barueri a sua casa. Com a perfeição que é característica, ele colocou a bola no ângulo do gol de Júlio César e saiu para comemorar com os companheiros. Vibração nos quatro cantos do país.
Neste dia especial, Rogério Ceni segue sua rotina de profissional. Foi a campo treinar, se dedicou e já traça metas para um futuro melhor para o Tricolor. Em 2012, após quatro anos sem títulos, o M1TO mais do que ninguém está ansioso e querendo levantar uma taça pelo São Paulo.

Fonte: Site Oficial

Comentário do Blog: Poucos jogadores na história do futebol vestem a camisa com amor como Rogério Ceni.
Um cara que transmite para o torcedor o melhor que alguém pode passar dentro de campo, raça e determinação.
Parabéns Rogério, parabéns Mito!
Ah, não poderia esquecer.
Renova por pelo menos mais uns 10 anos.

terça-feira, 27 de março de 2012

100º GOL DE ROGÉRIO CENI COMPLETA UM ANO

Há exatamente um ano atrás, Rogério Ceni chegava ao centésimo gol de sua carreira.
No clássico realizado na arena Barueri, contra o Corinthians, o capitão e ídolo da torcida tricolor, escrevia mais uma página brilhante de sua gloriosa carreira como jogador.
Foi um dia que jamais sairá da memória não só de Rogério, como também de todo torcedor São Paulino e de todo amante do futebol.
Parabéns ao maior goleiro artilheiro do futebol mundial !
Parabéns Rogério 100 Ceni !
E para você torcedor, fica abaixo esse momento marcante.



BSS

domingo, 18 de março de 2012

ROGÉRIO CENI: "NÃO VOU ACEITAR RENOVAR SÓ PELO MINHA HISTÓRIA"

Ídolo tricolor dá entrevista exclusiva ao LNET! e diz que só renova contrato se tiver plenas condições de jogar futebol

Ceni atende o LANCENET! no CT da Barra Funda (Foto: Tom Dib)

Voltar a jogar futebol ainda é uma meta distante para Rogério Ceni. Em recuperação da pior lesão da carreira, tudo que o goleiro deseja é poder pegar suas filhas (Beatriz e Clara) no colo e conseguir dormir sem ter de usar três ou quatro travesseiros.

Limites que a cirurgia no ombro direito, realizada no dia 27 de janeiro, ainda o impõe. O maior ídolo do São Paulo recebeu o LANCE! no CT da Barra Funda com aparente serenidade, que esconde o incômodo por estar longe de poder defender o time do coração.

Apesar da “monotonia” fora dos gramados, 2012 ficará na memória como um ano intenso. Em menos de três meses, a operação, o início da recuperação e as visitas a Barcelona e Real Madrid, onde se aproximou de Lionel Messi, Cristiano Ronaldo, Pep Guardiola e José Mourinho, entre outros.

No segundo semestre, além de voltar ao seu lugar, Rogério terá de decidir se encerra a carreira em dezembro, ao término do contrato, ou renova por mais um ano. A permanência é condicionada ao desempenho do São Paulo e como voltará após a lesão no ombro.

– Jamais vou aceitar renovar pelo que fiz nos últimos 21 anos. Só renovo se tiver condições plenas de exercer bem minha função.

Pelo menos em relação às conquistas, Ceni é puro otimismo. Rasgou elogios ao elenco atual (melhor do que o hexacampeão brasileiro, de 2008) e garantiu que o time chegará às finais da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista. Enalteceu também o parceiro Lucas, falou de Adriano, Neymar e do futuro do futebol brasileiro sem Ricardo Teixeira na CBF.

Confira a entrevista com o ídolo tricolor:

Alexandre Lozetti: Ao contrário das outras lesões, há pouco a fazer para antecipar a volta. É um exercício de paciência na vida?

Tive três artroscopias no joelho, o tornozelo (esquerdo, operado em 2009) era uma coisa óssea. O ombro é uma experiência nova, não me lembro de outro caso. Hoje, falta muito para ficar bom. Não consigo pegar minha filha no colo, nadar... É muita limitação física para quem é elétrico. Mas o dia passa voando no CT. Só de correr no campo já é diferente. Daqui a algumas semanas, só correr vai encher o saco, mas me sinto mais livre.

Gabriel Saraceni: Você se preocupou em se informar sobre a lesão?
Quando fiz a ressonância e acusou problema no lábrum, eu nem sabia o que era lábrum. Pesquisei na internet e os sintomas eram muito claros de cirurgia. Consultei dois especialistas e eles tiveram convicção de que, para fazer esporte de alto rendimento, seria necessária. Eu não conseguia levantar totalmente o braço, mas não tinha conhecimento algum do assunto.

GS: E como fica sua parte psicológica com essa recuperação, já que em 2009 você voltou bem antes do previsto após operar o tornozelo?
O protocolo daquela lesão era de seis meses e reduzimos a 128 dias. Essa não vejo como baixar. Acredito que a volta será de cinco a sete meses, entre meio de julho e começo de agosto. Com 36 anos já era difícil lidar com a situação, com 39 é ainda mais. Tenho contrato até dezembro e espero usufruir o máximo possível da minha profissão em condições ideais. Mas o ombro fala por si só. É tão pequena a evolução que não noto diariamente. Ganho um ou dois centímetros de amplitude por semana, só que ela demora para passar. É muito complicado.

AL: É a pior dor da carreira?
Sem dúvida. Até hoje durmo mal, tomo remédio para aliviar a dor. Durmo com o corpo inclinado em 35, 40 graus. É melhor dormir sentado, só que não descanso tão bem. No começo dormia mais sentado. Agora fico deitado até cinco, seis horas. Aí incomoda, coloco três ou quatro travesseiros. A dor é chata mesmo.

AL: Recentemente você foi à Espanha, visitou Real Madrid e Barcelona. Já pensava em agregar conhecimentos que te ajudem numa nova função, quando parar de jogar?
A viagem estava programada para dezembro, ao final do contrato, independentemente de renovar. Aproveitei para ganhar esse tempo. Lógico que foi para agregar alguma coisa que possa ser útil para mim e o São Paulo. Não sei em que função, mas possam ser usadas no futuro.


AL: Agregou algo como goleiro?
O Real Madrid tem um trabalho muito parecido com o nosso em treinamento de goleiros. Até gravei alguma coisa, o Mourinho me permitiu. No Barcelona muda um pouquinho a característica, mas coisas fáceis de serem implantadas.


GS: A receptividade surpreendeu?
Fui recebido como se fosse aqui. Muito por conta do Kaká, que é muito querido e conseguiu essa oportunidade. O Mourinho me recebeu super bem, conversei muito com ele, os jogadores foram solícitos. Ver o pessoal reconhecer seu trabalho na Europa, saber quem você é, o que você faz, onde nunca joguei, foi a parte mais legal. Adquiri conhecimentos bacanas, observei conceitos, conheci centros de treinamento muito legais. O preparador de goleiros do Real Madrid também é português, teve paciência, conversamos durante horas.


AL: Conheceu Messi e Cristiano Ronaldo? Como foi o contato?
O Messi estava com o Mascherano, mas fiz questão de dar os parabéns porque é, disparado, o melhor jogador do mundo, fora de série. E o Cristiano foi muito simpático, é um cara vibrante. No treino, o Kaká fez um gol e o Cristiano comemorou mais que ele. Quer ganhar sempre, extremamente competitivo. Merecem ser os melhores do mundo.


AL: Mourinho e Guardiola são rivais. Identificou-se com algum?
São extremamente diferentes, jovens (Mourinho tem 49 anos, e Guardiola 41) perto de gente mais velha que vemos treinando no futebol. E querem a bola. Principalmente no Barcelona, é o principal conceito de jogo. São excelentes treinadores, mas o time do Barcelona é especial. Você pode colocar seus conceitos em prática, mas ninguém tem Xavi, Iniesta, Messi, Aléxis Sánchez, Pedro, Fábregas, Thiago... Ninguém vai fazer o mesmo. E vi treinos no Real Madrid que não conhecia, de 45 a 90 minutos, mas de muita dinâmica e intensidade. Por isso o jogador europeu parece mais competitivo. Sou fã do Guardiola, estou lendo um livro dele. E o Mourinho me deu o dele, com dedicatória. São pessoas altamente competentes, fantásticas, do bem.


AL: Não despertou um desejo de ser técnico ao conviver com eles?
É cedo para falar disso, só pensaria em exercer nova profissão, ligada ao São Paulo ou ao esporte, depois que decidisse não jogar mais.


GS: E você ensinou alguma coisa?
Procurei perguntar porque minha cultura é diferente e era minha oportunidade de estar lá. Eles veem o dom do jogador brasileiro, diferenciado, mas mais lapidado e moldado quando pega uma equipe e uma linha de trabalho como essas. Ganha maior noção de conjunto.


AL: Então concorda que o Neymar deveria ir logo para a Europa?
Falam lá fora que o jogador brasileiro é mais respeitado numa Copa do Mundo quando atua num grande clube europeu. O futebol dele será muito mais reconhecido na Europa. Mas ele tem de fazer o que achar melhor para a vida e a carreira dele. O Santos é uma grande equipe, num futebol diferente.


GS: Você se preocupa com o contrato, que vence no fim do ano?
Absolutamente, estou tranquilo. Só não mais feliz pela lesão, mas nem sei como e quando será a volta. Quero me recuperar e estar em condições plenas de voltar à minha atividade. Sou extremamente consciente, feliz e agradecido por tudo que vem sendo feito por mim aqui.


GS: Não poderia haver uma renovação antes de voltar?
Se eu não estiver bem, jamais vou querer ter renovado contrato pelo que fiz nos últimos 21 anos. Só renovo se tiver condições de exercer minha função. O São Paulo está completamente correto, seria injusto da minha parte cobrar renovação. Quero ficar bom para ver se em julho, agosto, volto a atuar e tenho condições de manter bom nível. Em dezembro a gente volta a conversar e ver se é interesse meu e do clube.


AL: Você antes havia condicionado sua renovação às conquistas.
E continuo. Com o Brasileiro, que eu provavelmente possa disputar 75%, a Sul-Americana. Podemos conseguir vaga para a Libertadores no primeiro semestre porque o São Paulo é um dos grandes favoritos na Copa do Brasil. Arrisco dizer que o São Paulo vai chegar às finais da Copa do Brasil e do Paulista. De 2005 a 2007 tínhamos um time excepcional, mas esse é, disparado, o melhor elenco desde 2008, incluindo aquele hexacampeão brasileiro.


GS: Por que acha esse melhor?
Aquele time ganhou na vontade. Tinha dois ou três substitutos que mantinham nível. Há quanto tempo o São Paulo não tinha Osvaldo e Fernandinho no banco? Velocistas, que decidem. Contratou Jadson, que deve evoluir mais, Fabrício, importante pela liderança, voz ativa. O meio é recheado: Rodrigo Caio, Casemiro, Maicon, Denilson, o Cícero joga em 200 posições. Cortez caiu bem, a zaga vem se acertando. Denis mantem uma regularidade no gol. Sofre um erro ou outro que ocorre comigo ou qualquer goleiro, mas está sereno, tranquilo, muito bem. O São Paulo chegará às finais do Paulista e da Copa do Brasil.


AL: Você citou o Lucas, que vive uma fase difícil. Você fala com ele?
Falo todo dia com o Lucas. Ele é alegre por si só. Acaba o treino, faz finalização, cabeceio, quer bater falta, pênalti. E ainda bem que ele é assim, porque às vezes tem jogador que acaba o treino, pega o carro e vai correndo para casa. Ele quer sempre aprender. É diferenciado e trabalhador. Vi gente indolente passar por aqui. Foi um prejuízo para ele e o São Paulo esse assunto (desentendimento com o técnico Emerson Leão) ter se tornado público. O torcedor tem de apoiar, ele é esse talento, individualiza e vai pra cima, mas também sabe tocar a bola. É achar equilíbrio no dia-a-dia.


GS: Sua ausência acabou incentivando novas lideranças no time?
Quem tem o que falar, independentemente de ser capitão, fala. O capitão não inibe. Cada um tem seu jeito de lidar com situações. O Rhodolfo é mais contido, se soltou com a faixa. O Luis (Fabiano) cobra bastante, é mais explosivo, impulsivo. Não há time em que só um fala. É importante que todos se manifestem, mas sempre defendendo o companheiro e se colocando no sistema. Criticavam a zaga porque tomava muito gol de cabeça. É o time que toma muito gol de cabeça. São sete jogadores, no mínimo, de todos os setores, que participam da bola aérea. Temos de defender mais nosso companheiro, principalmente do setor que não jogamos. É essa consciência de equipe. Esse grupo é bem dedicado e merece coisas boas, os caras são muito trabalhadores.


GS: E qual sua participação nisso? Temos visto fotos suas no vestiário antes dos jogos, falando...
Vou sempre aos jogos porque gosto, torço e são meus companheiros. Mas minha participação é zero. Tento dar minha palavra de incentivo, mas é um momento deles. Eu me considero parte desse todo porque se o São Paulo estiver bem, ganhar títulos, marcará para todos.


AL: Como foi a primeira semana como profissional sem Ricardo Teixeira na presidência da CBF?
É verdade, depois de vinte e tantos anos, né... Cada um faz uma autocrítica e que a gente possa melhorar cada vez mais esse órgão importante para o futebol brasileiro.


AL: Mas a saída dele é boa para o futebol brasileiro?
O tempo vai dizer. Não vou fazer críticas a uma pessoa que acabou de se retirar. Tem seus feitos, suas conquistas, seus deslizes e cabe a cada cidadão avaliar. Não vou bater, criar tumulto. Num órgão como a CBF, que comanda o futebol brasileiro, é importante ter renovação. Espero que seja benéfico especialmente aos clubes filiados à entidade, que possa haver uma proximidade e um benefício maiores.


AL: Pelo mundo, vemos muitos ex-atletas dirigentes. Não acha que os brasileiros se omitem nisso?
Mas é uma parte política, né? Leonardo (dirigente do PSG-FRA) teria condições de ser presidente da CBF. Raí, Junior, Zico, Falcão, Toninho Cerezo, jogadores inteligentes, capacitados, com história. Poderiam ter participação mais ativa. Mas é uma posição muito mais política. É um sistema, é difícil para o jogador ser incluso. Alguns não se sujeitam e outros não têm oportunidade.


GS: Você trabalhou com o Adriano no São Paulo. Como vê mais uma confusão na carreira dele?
Eu me surpreendo. Ele teve probleminhas aqui de se atrasar, faltar, mas dentro de campo não dava trabalho nenhum, não tenho uma linha para falar. Eu lamento porque esse rapaz tem um talento acima da média, um dom, é jovem, tem muita lenha para queimar. Achei que era sempre possível recuperá-lo, e que ele tivesse um, dois anos constantes. Parece que está difícil. Torço para que seja possível porque gosto muito dele. Depende com quem você anda. Às vezes você precisa de ajuda e não tem essa qualidade de ajuda necessária para melhorar.

Fonte: Lance

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

CIRURGIA NO OMBRO DE ROGÉRIO É BEM SUCEDIDA

Goleiro ficará fora dos gramados por aproximadamente seis meses

4253.jpg
Rubens Chiri
O goleiro e capitão do São Paulo, Rogério Ceni,  foi submetido à cirurgia de correção de uma instabilidade do ombro direito devido uma lesão sofrida no último dia 15, durante um treino da pré-temporada realizada no CT de Cotia. A cirurgia foi realizada nessa sexta-feira (27/01), no HCor - Hospital do Coração, pelo Dr. Sérgio Schubert com a coordenação do ortopedista Rene Abdalla.
Segundo Dr. Rene Abdalla, o procedimento cirúrgico durou aproximadamente 1 hora e 30 minutos. "A previsão é de que o goleiro fique cerca de seis meses afastado dos gramados para recuperação", explica o médido coordenador da equipe que operou o atleta.
Informações complementares poderão ser dadas pelos médicos do São Paulo Futebol Clube neste sábado, por ocasião da partida do Campeonato Paulista.

Fonte: Site Oficial

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

#FORÇAM1TO


Infelizmente o nosso capitão e Ídolo tricolor terá que passar por cirurgia.
Os médicos não confirmam ainda o tempo de recuperação do M1TO.
Mas independente do tempo que ficará de fora temos que torcer e esperar para que ele possa voltar tão bem como antes.
Em nome do Blog Sempre São Paulo e de toda torcida São Paulina, desejamos uma grande recuperação.
E com certeza ele virá melhor do que nunca.
#FORÇAM1TO e volta logo!

BSS

ROGÉRIO CENI SERÁ SUBMETIDO À CIRURGIA


Goleiro passará por artroscopia para correção de lesão no ombro direito



O goleiro Rogério Ceni, que vinha realizando tratamento fisioterápico no REFFIS há 12 dias por conta de uma lesão no ombro direito, não apresentou a evolução esperada pelo Departamento Médico e pelo atleta.

Por conta disso, o capitão do Tricolor será submetido à cirurgia por artroscopia para corrigir o problema no referido ombro.

"Inicialmente tentamos o tratamento conservador, porém sabíamos que estas lesões frequentemente necessitam de intervenção cirúrgica, principalmente por se tratar de um atleta profissional, goleiro e que compete no mais alto nível de rendimento", explica o médico José Sanchez.

"Apesar da significativa melhora nos últimos dias, com o aumento da carga nos exercícios de fortalecimento, o Rogério voltou a apresentar uma piora no quadro de dor, fato que motivou a necessidade do procedimento cirúrgico, que irá ocorrer ao final desta semana. O período de afastamento será definido somente após a realização da artroscopia", concluiu Sanchez.

O goleiro Rogério Ceni lamentou o fato, mas demonstrou confiança numa breve recuperação. "Mesmo sentindo uma considerável melhora desde sábado e ter ficado com uma expectativa muito grande de não precisar passar por cirurgia, nessa quarta-feira as dores voltaram a incomodar. Lamento não poder estar em campo com meus companheiros nesse início promissor, pois acredito que esse grupo voltará a fazer o São Paulo campeão. Não vejo a hora de voltar a atuar no Morumbi lotado e não medirei esforços para o mais rápido possível vestir novamente a camisa tricolor", completou o M1TO.

Fonte: Site Oficial

Leia Mais: Diretoria quer Rogério na Libertadores 2013

domingo, 22 de janeiro de 2012

PARABÉNS M1TO

O Blog não poderia esquecer de agradecer a parabenizar o grande M1TO e capitão do nosso glorioso São Paulo FC pelo seu aniversário.
Em nome de toda torcida tricolor os nossos agradecimentos por tudo que fizeste e aindá fará com a nossa camisa.
Desejamos também nossos votos de recuperação para que possa voltar a fechar a meta tricolor novamnete.
Parabéns e força rogério!

BSS

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

ROGÉRIO CENI É VETADO, E DENIS SERÁ TITULAR CONTRA O VASCO

Capitão está com dores no tornozelo esquerdo e será substituído pelo camisa 33

spdenis_lp_050911.jpg
Luiz Pires/VIPCOMM
Denis será o substituto de Rogério Ceni na partida do próximo domingo diante do Vasco, em São Januário, pelo Campeonato Brasileiro. Na manhã desta sexta-feira, após o treinamento no CT da Barra Funda, o técnico Emerson Leão confirmou o camisa 33 entre os titulares.
"O Rogério não vai jogar. O doutor (José Sanchez) me falou que achava que ele não tinha condições. O Rogério queria jogar e não poderia ser diferente, por isso está tantos anos no clube. Mas não é o momento de arriscar", ressaltou Leão.
Na partida da última quarta-feira diante do Libertad, no Paraguai, Rogério Ceni deixou o jogo no segundo tempo com dores no tornozelo. Denis o substituiu. Vetado, o goleiro irá interromper uma incrível sequência de 134 jogos seguidos na meta do Tricolor.
Já Denis voltará a ser titular depois de dois anos. Em 2009, o novato iniciou a partida contra o Sport, na Ilha do Retiro, no dia 16 de agosto. O São Paulo venceu o time pernambucano por 2 a 1, com gols de Washington e Hugo, que já deixaram o clube.

Fonte: Site Oficial

domingo, 23 de outubro de 2011

MITO GANHA CAMAROTE NO MORUMBI



Nação do Maior do Mundo;

O craque Raí não estará mais ‘sozinho’ em seu camarote no Morumbi.
O São Paulo está preparando em seu estádio mais um camarote especial, que será entregue a um dos maiores fenômenos do futebol atual no mundo: O MITO Rogério Ceni. O nobre local, que será chamado de “Camarote Familiar 1″ será customizado e entregue para o ídolo tricolor.
O projeto de design e customização do camarote do MITO é trabalho do designer Glauco Diogenes, do Estúdio SuperNova. Torcedor fanático do Maior do Mundo, Glauco também foi responsável pela criação do logotipo “Morumbi 50 anos” e da ilustração de ídolos do futebol (como Pelé e Kaká) nos ingressos dos jogos no Cícero Pompeu de Toledo.
“Desenhei uma linha do tempo com os fatos mais marcantes da trajetória do goleiro no estádio tricolor, além do laço familiar onde uma imagem remete a entrada dele no estádio acompanhado das filhas. Obviamente que as conquistas da Libertadores e Mundial não poderiam faltar, além dos feitos mais recentes como o milésimo jogo e o centésimo gol em cima do SCCP” – Disse Glauco.
O “Camatote Família 1″ tem capacidade para até 15 pessoas, sendo nove sentadas em poltronas especialmente desenhadas e integradas a estrutura das cadeiras cativas, região nobre do estádio. A customização será realizada neste sábado, no Morumbi.
Parabéns por mais essa conquista, Rogério. Você merece!
Saudações Tricolores!

Fotos: ÉRICO TOSCANO

Texto: Blog do Daniel Perrone

sábado, 18 de junho de 2011

TRAILER ROGÉR100 CENI


Se você ainda não adquiriu o dvd do mito, clique aqui e compre já o seu!
Vale muito apena, guardar para sempre esse momento único na história do são paulo fc e do futebol mundial

fonte: site oficial

quarta-feira, 15 de junho de 2011

ROGÉRIO LANÇA SEU DVD

Rogério Ceni vai lançar nesta quarta, no Cinemark do Shopping Cidade Jardim, o DVD em comemoração ao seu centésimo gol na carreira. Intitulado "Rogér100 Ceni", o documentário conta toda a trajetória do maior goleiro-artilheiro do mundo, desde o primeiro tento, em 1997, até o centésimo, em março deste ano, no triunfo sobre o Corinthians, na Arena Barueri.





fonte: diário de são paulo

Leia Mais: Na despedida, Lucas quer manter o Tricolor invicto

quinta-feira, 19 de maio de 2011

PATROCINADORA DE CENI LANÇA LUVA COMEMORATIVA PELOS 100 GOLS












A empresa de material esportivo que patrocina Rogério Ceni lançará nesta quinta-feira uma luva comemorativa pelos 100 gols do goleiro e capitão do São Paulo. Estarão à venda nas lojas 100 modelos do acessório, que terá autógrafo do jogador e preço entre R$ 490,00 e R$ 500,00.

A embalagem do produto é personalizado e contém ainda um boneco de papel com a caricatura do camisa 1 tricolor, que marcou o centésimo gol da carreira no clássico contra o Corinthians, em 27 de março, e já balançou a rede mais uma vez desde então, diante do Noroeste.

fonte: gazeta esportiva

Leia Mais: Lucas vibra com convocação: "Nasci para jogar"

quinta-feira, 5 de maio de 2011

ROGÉR100 CENI, EM BREVE EM DVD!

Marca histórica do Capitão vira filme e estará disponível no início de junho
Agora é oficial, o documentário comemorativo dos 100 gols de Rogério Ceni será lançado em DVD na primeira quinzena de junho, em evento exclusivo para a imprensa.
"Poucos marcos esportivos no mundo mereceriam tanto um registro como os 100 gols de um goleiro", diz Rui Branquinho, diretor adjunto do São Paulo FC e um dos responsáveis pelo projeto.
O filme promete emocionar os são-paulinos e admiradores do M1TO com imagens exclusivas, depoimentos de torcedores fanáticos e entrevistas de grandes figuras da história do camisa 01 no Tricolor, como Zetti, Aloísio e Muricy Ramalho, entre outros.
Idealizado pela Comunicação do São Paulo FC e produzido pela BossaNovaFilms, o documentário foi dirigido por Willy Biondani, co-dirigido por André Plihal e produzido por Denise Gomes. O filme conta ainda com imagens inéditas de bastidores e treinos captadas pela BossaNovaFilms, além dos registros de todos os 100 gols, cedidos pelos canais PFC/GLOBOSAT e Band.
O DVD, que leva a marca oficial dos 100 gols do Maior Goleiro Artilheiro do Mundo, foi finalizado pela CINEPPRO/DOT e será distribuído pelo LANCE! para todo o território brasileiro

fonte: site oficial

quarta-feira, 4 de maio de 2011

COM DEPOIMENTO DE PELÉ, SÃO PAULO PREPARA DOCUMENTÁRIO SOBRE 100 GOLS DE ROGÉRIO CENI

Capa do DVD que o São Paulo pretende lançar neste mês


A saga de Rogério Ceni rumo aos 100 gols virou tema de um documentário, que deverá ser lançado pelo São Paulo em DVD no fim de maio. O título do filme ainda não foi divulgado oficialmente, mas provavelmente se chamará “Rogério Cem”, com tiragem inicial de 100 mil exemplares. O plano era que a produção chegasse ao público na próxima semana, mas a ideia foi adiada por uma razão nobre. O filme já estava concluído, mas Pelé topou deixar seu depoimento, trecho que será inserido no material.
A imagem de Pelé era imprescindível à produção. Maior artilheiro da história do futebol, com mais de 1.200 gols, Pelé analisará o maior goleiro-artilheiro de todos os tempos. Agora o documentário está em fase de edição.

Filme sobre o goleiro terá depoimentos de Pelé, Zico, Muricy, Zetti, entre outros

Idealizada pelo marketing do São Paulo, a produção pretende focar na maneira como o goleiro se preparou para alcançar o posto de maior goleiro-artilheiro da história. O torcedor são-paulino fã de Ceni será saciado: todos os 100 gols serão exibidos na produção, além de imagens de vestiários e treinos.

A contagem centenária foi obtida justamente diante do Corinthians, clássico vencido pelo São Paulo por 2 a 1, em Barueri, pela fase classificatória do Paulistão.

Várias pessoas que trabalharam com Rogério Ceni deram depoimento ao filme. São os casos de Muricy Ramalho e Zetti. A decisão de treinar cobranças de falta e o descrédito de muitos em relação à possibilidade de chegar aos cem gols são abordados no documentário.

Para deixar o documentário com a cara de Rogério Ceni, a produção do filme produziu trilha sonora com a temática heavy metal. Foram gravadas cinco músicas pelo guitarrista Kiko Loureiro, o baixista Felipe Andreoli e o baterista Ricardo Confessori, todos da banda Angra. Curiosamente, enquanto o guitarrista e o baixista são torcedores do São Paulo, o baterista é corintiano.

fonte: uol

sexta-feira, 8 de abril de 2011

JORNAL: CENTÉSIMO GOL DE ROGÉRIO CENI VAI VIRAR FILME


Feito de Ceni será relatado em documentário
Foto: Fernando Borges/Terra

Após entrar para a história sendo o primeiro goleiro do mundo a marcar 100 gols, o são-paulino Rogério Ceni será mais uma vez homenageado pela diretoria tricolor. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, os cartolas preparam um filme para contar o feito do goleiro-artilheiro, alcançado no clássico contra o rival Corinthians, quando o São Paulo venceu por 2 a 1. O destaque do documentário seria a festa feita no vestiário da Arena Barueri, local do clássico do último dia 27.

Segundo a publicação, a produção do documentário acompanha a saga em busca do centésimo gol desde o 98º tento, contra o Bragantino. Para aproveitar o momento, as filmagens serão encerradas em dez dias e a ideia é lançar o filme em 15.
fonte: terra

quinta-feira, 7 de abril de 2011

ROGÉRIO CENI MANTÉM ÓTIMA MÉDIA DE COBRANÇAS DE PÊNALTI

Mesmo com a chance desperdiçada diante do Santa Cruz, goleiro tem aproveitamento de 75% na carreira
8828.jpg
Por Rubens Chiri - Rogério já marcou 44 gols de pênalti na carreira
O goleiro Rogério Ceni desperdiçou um pênalti na vitória sobre o Santa Cruz por 2 a 0, na úlima quarta-feira, na Arena Barueri. Ainda no primeiro tempo de jogo, após Dagoberto receber falta dentro da área, o camisa 1 deu uma cavadinha, mas o goleiro pernambucano acabou defendendo a cobrança.
Mesmo assim, Rogério mantém uma excelente média ao longo de sua carreira. Ao todo, o capitão são-paulino já bateu 58 pênaltis, marcou 44 e perdeu apenas 14 - um aproveitamento de 75%. A cada quatro cobranças, o goleiro converte três. Este ano, ele fez contra Mogi Mirim e Paulista. Além do Santa Cruz, ele também errou um contra o Bragantino.
"Os dois últimos pênaltis que eu bati foram no canto. Achei que no meio seria a melhor alternativa desta vez", ressaltou Rogério Ceni, ainda no gramado da Arena Barueri.
Se convertesse a cobrança, o goleiro chegaria ao seu 101° gol na carreira. E seria na mesma meta onde alcançou seu centésimo gol, no clássico contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista. Depois da partida, conversando com seus companheiros, o camisa 1 admitiu que treinou várias cobranças batendo no meio, mas que não deu certo na partida.
FONTE: SITE OFICIAL

segunda-feira, 4 de abril de 2011

CENTENÁRIO, ROGÉRIO RECEBE HOMENAGEM EM BARUERI

Goleiro ganhou um quadro com pedaço da rede onde marcou seu centésimo gol na carreira

2522.jpg
Por Rubens Chiri - Rogério ganhou homenagem antes do jogo
Antes de a bola rolar para São Paulo e Mirassol, neste domingo à tarde, na Arena Barueri, o goleiro Rogério Ceni recebeu uma homenagem da câmara municipal de Barueri. O camisa 1 são-paulino ganhou de presente um quadro com um pedaço da rede do gol onde ele marcou seu centésimo gol na carreira.
No último domingo, no clássico contra o Corinthians, Rogério Ceni fez um golaço de falta. No segundo tempo da partida, Fernandinho sofreu falta pela esquerda. Na cobrança, o goleiro colocou no ângulo de Júlio César. Festa da torcida são-paulina presente na Arena Barueri. Na carreira, Rogério marcou 55 de falta, 44 de pênalti, além de um com bola rolando.
fonte: site oficial

sábado, 2 de abril de 2011

FÃ DE ROCK, CENI APROVEITA PRESENTE DO SÃO PAULO: UMA GUITARRA


Presidente Juvenal Juvêncio entregou o presente ao goleiro durante a festa no Morumbi, na terça-feira

Três dias depois da festa que encheu o Morumbi, o goleiro Rogério Ceni ainda aproveita a homenagem que recebeu do São Paulo: uma guitarra. O Tricolor fixou uma placa comemorativa no instrumento, que foi entregue ao capitão, fã declarado de rock.

"Gostei muito da guitarra... É linda! A placa a deixa ainda mais especial, única. Mais ainda pelo momento inesquecível que foi aquela noite e pelo significado. Vai ficar em um lugar especial em casa. Fui curtir pela primeira vez ao chegar de Recife. Um presentão, mesmo", comemorou o goleiro, ao site oficial do clube.

A festa na terça-feira estava agendada para a apresentação de Luís Fabiano, mas o São Paulo também comemorou o centésimo gol do camisa 1, anotado no domingo, contra o Corinthians.

O gosto de Ceni pelo rock é bem conhecido no São Paulo e, até por isso, a música Hells Bells, do AC/DC, vem sendo executada com frequência em dias de jogos no Morumbi, já que a banda é uma das preferidas do goleiro.

A guitarra, então, foi escolhida cuidadosamente, com orientação do músico são-paulino Nando Reis, que optou pelo modelo Gibson SG, semelhante ao utilizado pelo guitarrista do AC/DC, Angus Young. Ceni tem até cuidado para manusear o presente.

"Não é que não pretendo tocá-la, é que não sou hábil para tocar um instrumento tão bom como este. Posso brincar um pouco e tal... As crianças adoraram! O dia em que alguém capacitado for em casa emprestarei com o maior prazer para curtir o som dela. Fiquei feliz também por ter sido escolhida por um grande músico e um amigo como o Nando", concluiu.
fonte: gazeta esportiva

terça-feira, 29 de março de 2011

CENI EXCLUSIVO: "TREINEI 15 MIL FALTAS ANTES DE ARRISCAR A PRIMEIRA NUM JOGO"

Os pés e as mãos de Rogério Ceni, duas armas mortais (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Pés e mãos: as armas mortais do são-paulino Rogério Ceni (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Quando Rogério Ceni bateu a sua primeira falta em um jogo de futebol, em 1997, muita gente pode ter achado que o goleiro estava metendo os pés pelas mãos. Hoje, 14 anos depois e com 100 gols marcados, todos têm certeza que ele é craque seja com os pés, seja com as mãos.
Quando estava perto da marca centenária, o capitão tricolor concedeu uma entrevista exclusiva ao Globoesporte.com no Centro de Treinamento da Barra Funda, na zona oeste da capital paulista. Num papo de quase 40 minutos, o goleiro falou do seu lado artilheiro. Rogério é grato até hoje aos técnicos que o incentivaram – principalmente Telê Santana, que o fazia chegar mais cedo aos treinos, e Muricy Ramalho, que lhe deu carta branca para bater uma falta numa partida – e até a quem o proibiu – Mário Sérgio foi o único que não deixou.
Durante a conversa, Ceni cita um número impressionante. Antes de executar sua primeira cobrança num jogo, ele tinha treinado muito. Mas muito mesmo…
- Eu chegava sempre antes dos demais e era o último a ir embora. Treinei muito. Eram de 2.500  a 3 mil faltas por mês. Antes de colocar em prática num jogo, treinei mais de 15 mil faltas nesses campos aqui – fala, apontado para os três gramados do CT.
GLOBOESPORTE.COM: Como surgiu a vontade de bater falta?

ROGÉRIO CENI: Em 1996, o São Paulo não fazia gols de falta. Eu falava pro Zetti bater, mas ele não queria. Aí disse pra ele que eu ainda iria fazer um gol de falta pelo São Paulo ou por outro lugar. E comecei a treinar. Em 97, quando o Muricy (Ramalho) me liberou para tentar as cobranças, fiquei feliz. Achava que não sairia da fase de treinamentos, e ele me possibilitou bater nos jogos.
Quantas cobranças em média você treinava?
No início eu batia entre 2.500 e 3 mil faltas por mês nos treinos. Antes da minha primeira cobrança em um jogo cheguei a cobrar 15 mil nos treinamentos.
Você fez gol de pênalti, de falta, até de bola rolando. Qual o gol que não fez e gostaria ter feito?
Teve um lance em que a bola passou muito perto, em um jogo contra o Paysandu, no Brasileiro. Eu chuto, ela vai na barreira, volta, e pego de voleio. Ia entrar, mas ela resvala em um adversário e sai. Seria um gol diferente. Lógico que eu queria ter feito um driblando todo mundo, mas nunca vai acontecer.
Ceni com folhagens ao fundo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Rogério ainda tem contrato com o São Paulo até o fim de 2012  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Faz falta não ter marcado um gol pela Seleção Brasileira?
De maneira nenhuma. Nada me faz falta na Seleção. Foi um momemto bacana que vivi, não tão intensamente como no São Paulo, mas foi legal, conheci muita gente, aprendi muita coisa, vi como tudo funciona. Bati uma falta contra a Colômbia (em 2000), mas o zagueiro tirou na linha. Na cobrança, brinquei com o Rivaldo, que estava na bola comigo. Pedi: “deixa pra mim essa aí, você já está consagrado”. Mas o zagueiro acabou tirando.
O que você leva em consideração quando bate uma falta?
O principal é a distância da barreira. Se o juiz a mantém na distância certa, dá para saber como arriscar. O número de jogadores nela também influencia. A cobrança muda se está chovendo ou está seco. Depende do vento, se ele contra preciso calcular a força.
Costuma estudar o goleiro adversário antes dos jogos?
Não estudo tanto, mas se a falta é mais longe, daquelas que eu não bato, eu presto atenção na movimentação do goleiro, se ele sai antes ou não, se toma gols no canto. Há uma porção de fatores que, naqueles dez segundos entre a armação da barreira, o apito do juiz e a batida, você desenvolve de forma automática: vê distância, vento, altura, posicionamento, gramado, chuva…
Você leva alguma vantagem por ser goleiro? Pois sabe como a bola chega para seu adversário…
O pênalti é muito mais calma e tranquilidade. Não pode haver ansiedade, isso conta muito mais do que a parte técnica. Tem goleiro que vai para um lado e para o outro. Você tenta induzir ao erro. Enfrenta um, tenta induzir, ele erra o canto, e na próxima vez aparece o jogo psicológico: ele acreditar que você vai repetir, ele tentar imaginar o que você fará.

O que te falta na carreira?
Não falta nada até hoje, mas amanhã faltará. A partir de amanhã preciso mostrar que posso ganhar, ser campeão, vencer o próximo jogo, o próximo campeonato. Se eu achar que tudo está bom as coisas não progridem mais. Quanto mais você conquistar, melhor. Não estou satisfeito com o que fiz, quero mais, quero ganhar o próximo.
close nos olhos de Rogério Ceni (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Como capitão, Ceni fala olho no olho com os companheiros (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Te incomoda quando há alguém no grupo que não tem essa postura?
Incomoda a todos. O futebol hoje é diferente. Há muito apego a quanto o atleta custou, quanto pode render ao ser vendido. Hoje se passa muito a mão na cabeça. O que manda no futebol é a parte financeira. Você tem que fazer de conta que não vê e tentar contornar. Antigamente as coisas eram mais resolvidas entre jogador e treinador, mas hoje não. Há todo um processo, o clube não pode ter perda. Mas a maioria dos profissionais atualmente é dedicada, de chegar na hora certa, é difícil ter aquele que atrasa ou falta ao treino. Antigamente isso ocorria mais e era natural, a pressão hoje é maior.
Quais foram os técnicos mais importantes na sua carreira?
Não sei quantos técnicos tive. Devo muito ao Telê, que é um mito no São Paulo pelos títulos e pela pessoa que era: um cara sério, duro, mas justo. Aí veio o Darío Pereyra, o Muricy, que depois voltou e foi um baita cara vencedor. Tive o Levir Culpi que adorava, o Nelsinho (Batista) foi fantástico, me ajudou muito, o Paulo (César Carpegiani), o Vadão, o Oswaldo de Oliveira… O São Paulo sempre contrata caras de bom caráter, como o Paulo Autuori e o Leão, que era mais duro, mas era o nome certo para aquele momento.
Chilavert já batia faltas, mas depois de você surgiram outros goleiros-artilheiros. Sente orgulho do legado?
Eu nunca tinha visto o Chilavert fazer gol de falta. Na década de 90 não tinha canal fechado de TV, era difícil ver Campeonato Argentino. O primeiro gol dele que eu vi foi na decisão da Libertadores em 94. Foi a primeira vez e não foi por isso que comecei. Comecei porque gostava. Mas hoje eu vejo que alguns batem e fico feliz. Não é uma necessidade para se tornar um grande goleiro. Mas é um ingrediente legal. O futebol é um jogo, um espetáculo, os torcedores vão pra ver coisas bacanas, vão pra ver o diferente.
Equipe do Globoesporte.com entrevista Ceni no CT do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Rogério fala com a equipe do Globoesporte.com
Pode dar conselhos aos goleiros que decidirem seguir seu caminho?
Os do São Paulo observam mais. Às vezes antes de eles pedirem eu levanto e falo “a bola tem que rodar desse jeito”. Mas cada um tem um estilo. O Leo (Leonardo) é o que bate mais semelhante ao meu jeito. Sei que lá em Cotia os meninos da base também treinam cobranças.
Tem algum goleiro que não tomou gol seu, mas você gostaria de ter feito?
Não penso no outro. Faço o gol pelo meu time e não por demérito ao adversário. Não quero dizer que sou melhor que ninguém.
Sofrer gol de outro goleiro é um desmerecimento?
Não, desde que não seja falha minha. O goleiro é um goleiro. O Chilavert bateu várias faltas em mim, mas fez um gol de pênalti em um 3 a 3 entre São Paulo x Velez na Argentina. Durante os 90 minutos foi o único que sofri, e foi uma pancada forte. Esperei, mas não peguei.
Rola provocação dos goleiros quando você vai arriscar um gol?
Eles brincam e dizem “pô, vai fazer gol em mim?” ou “chuta pra fora”. Mas provocação nunca teve. Nunca tentaram fazer nada.Sim. O gol do Roger (São Paulo 4 x 3 Fluminense, pelo Rio-São Paulo de 2002) foi ilegal porque tínhamos quatro jogadores em posição irregular: três no círculo central e outro no campo deles. Não seria um gol. O França estava na bola, mas ficou desatento. Foi até bom porque foi um jogaço: fiz o 4 a 2, ele fez 4 a 3. Para a beleza do espetáculo foi um gol bacana, que gostei de tomar. Naquele dia o Gustavo Nery me deu uma gravata na hora da comemoração e eu não conseguia voltar pro gol. No jogo contra o Santos (São Paulo 1 x 2 Santos, pelo Brasileirão de 2005) o lance se originou em uma falta mal batida., que foi na barreira e voltou no Cicinho. Mas como veio forte ele não conseguiu dominar e ela escapou. Ai o Fabão recuou demais. O posicionamento correto seria ir no combate, aí já estaria antes da linha do meio-campo. Era para interpretar a regra com frieza. Se ele vai no cara, faz falta ou obriga o mesmo a tocar a bola para outro, que estaria impedido.
Toda vez que você vai tentar uma cobrança no campo do adversário sabe que corre o risco de ser surpreendido, o que já aconteceu duas vezes. Era um risco calculado?

Em quem você se espelhou pra repor a bola com precisão?
No meu primeiro ano trabalhei com o Gilmar (Rinaldi), que estava no último ano dele. Ele tinha uma  reposição muito boa. O Alexandre, que faleceu em 92, tinha ótima reposição, e fui aprendendo. O Zetti estava aqui também. Todos treinavam diariamente, um repunha pro outro. Quando eu comecei, achei que jamais acertaria um cara a 50 metros de distância. Fui repetindo, e hoje é um movimento natural e os goleiros já começam uma jogada na reposição. Antes era só aquele balão pro alto.

No dia 7 de setembro você vai completar 21 anos de São Paulo e sabe o peso que isso tem para a torcida. É o último romântico do futebol?
Não me sinto assim, mas, se pra mim é importante estar aqui, imagino que pro torcedor, que é apaixonado pelo clube, também seja. A torcida brasileira sofre de uma carência relativamente grande de ídolos, apesar de o Brasil estar com a moeda fortalecida e trazendo gente de volta. Mas eu acho que é uma marca relativamente impressionante pelo tempo e pelo número de jogos. Eu me machuquei pouco, fiquei poucas partidas fora. Isso é legal pro torcedor. Aquele mais velho, que viveu as décadas de 50 e 60, sabia de cor os 11 titulares do time, que raramente mudava. Mas hoje não é assim. É um orgulho para o torcedor ter esse apego e essa identificação com determinados atletas.O São Paulo é um clube com mais de 70 anos, e cada jogador foi importante para a sua época. Talvez uma pessoa de 80 anos possa ter outros ídolos como referência. Mas acho que faço parte de uma fatia de jogadores que são especiais no clube. O Raí é um deles. Para mim, ele é o maior jogador da década de 90 no São Paulo. Aí vamos buscar Pedro Rocha, Roberto Dias, Careca, cada época tem os seus. Não me considero o maior ídolo. Sempre via o Raí e pensava: “como vai ser quando ele parar?” e “teremos outro Raí?” Ele parou, e nós conseguimos ganhar Mundial, Libertadores e Brasileiro. Cada um tem seu tempo. Eu vou ficar marcado na memória do torcedor por essa ultima década, esses últimos dez ou 15 anos. Mas seria impossível responder quem é o maior. É muito abrangente. Faço parte de uma galeria de ídolos que escreveram a história do clube.
O Raí diz que você é o maior ídolo da historia do São Paulo. Concorda?

Aos 38 anos, a carreira está chegando ao fim. Está preparado?
Jogo mais quatro ou cinco anos, e aí tudo acaba (risos). Eu procuro não pensar. Sei que deveria, mas hoje prefiro viver dia após dia, ver se consigo fazer o São Paulo vencedor. Não quero viver hoje o que vai acontecer daqui a dois anos. Vai ser um momento muito complicado, é uma vida toda nessa profissão. Não é que vou mudar de empresa, eu vou mudar o que escolhi para a minha vida. Espero estar preparado e entender da melhor maneira possível. Mas acordar o dia seguinte vai ser uma experiência difícil.
Close dos pés de Ceni (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Desses pés saíram 100 gols do São Paulo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

fonte: globo esporte