quinta-feira, 4 de abril de 2013

Técnico boliviano mira eliminação do São Paulo e polemiza por altitude


Eduardo Villegas já fez estágio com Felipão, duas vezes campeão da Libertadores e de quem tenta buscar inspiração Foto: Ricardo Matsukawa / Terra
No Complexo Esportivo de Achuman, onde se concentra o atual tricampeão boliviano, Eduardo Villegas tenta dormir após o almoço de quarta-feira, mas há algo que perturba seu sono. Encontrar meios do Strongest vencer o São Paulo nesta quinta, saltar à vice-liderança de seu grupo na Copa Libertadores e tentar avançar para o mata-mata. Talvez pela intranquilidade, o atencioso Villegas, principal treinador da atualidade na Bolívia, não se incomoda em deixar o quarto para uma entrevista exclusiva aoTerra
Ex-jogador e com quatro títulos nacionais por equipes diferentes em sete anos de carreira, Villegas se expressa de modo pausado, claro e franco. Foi ele quem declarou que Paulo Henrique Ganso é "muito lento" e sugeriu que o Strongest não oferecesse água a Ronaldinho. Em solo boliviano, tem um ponto de vista firme sobre a interferência da altitude no futebol e cobra a polícia local pela morte de Kevin Espada, em Oruro, em fevereiro. 
Com passagem de forma interina pela seleção boliviana, Eduardo Villegas, 49 anos, é o primeiro tricampeão da história do futebol profissional na Bolívia em 45 anos. O Strongest levou três títulos consecutivos inéditos, o último com Villegas, cuja projeção futura passa pelo resultado desta quinta-feira no Estádio Hernando Siles, em La Paz. Ele, que fez estágio com Luiz Felipe Scolari no Palmeiras, em 2011, tentará reencontrar o amigo no sábado, em Santa Cruz de la Sierra, com a Seleção. Quer dicas para tentar seguir carreira internacional. 
Confira a entrevista exclusiva com Eduardo Villegas na íntegra:
Terra – Como esse jogo é encarado pelo Strongest? E o que mais se destaca no São Paulo?
Eduardo Villegas – A expectativa é enorme porque é uma partida decisiva para nossas ambições. Ganhando, seguiremos com chances até o final da série, e obviamente perdendo ficamos eliminados. Queremos repetir a boa atuação que tivemos no Brasil, mas, além disso, conseguir o resultado favorável. No São Paulo há um conjunto de muita qualidade, jogadores experimentados. Com a ausência de Luís Fabiano, Aloísio e Jadson podem ser os mais importantes no ataque.
Terra – O São Paulo vem de clássico contra o Corinthians no último domingo e já tem mais de 20 partidas no ano. Já o Strongest poupou oito titulares no fim de semana e tem a altitude a favor. A parte física pode definir o jogo?
Villegas
 – Descansar alguns titulares teria de haver efeito positivo, porque nossos jogadores vêm de compromissos intensos. Talvez com menos jogos. Tivemos que cuidar para ter uma produção física mais importante na partida, e assim também ressaltar todo o talento que têm nossos jogadores.
Terra – O que há de mais especial no Strongest para ser tricampeão boliviano?
Villegas –
 A ideia futebolística que tivemos para ser tricampeões é clara. É a ideia que eu tinha e assim logramos o tricampeonato. Já pudemos expressar um pouco disso na Libertadores, mas os resultados não ajudaram.
Ninguém morreu por jogar futebol ou praticar esporte na altitude
Eduardo Villegassobre partidas em La Paz
Terra – Depois de três títulos, uma grande Libertadores passa a ser o principal objetivo?
Villegas –
 Sim. Dizíamos que passar para a fase seguinte deveria ser um ponto importante para ressaltar mais o tricampeonato. Esperamos poder lograr isso, vamos colocar todo nosso esforço para isso.
Terra – O sorteio não foi muito generoso para o Strongest, não? Enfrentar duas equipes brasileiras fortes e o Arsenal, da Argentina, já na fase de grupos, não deveria estar nos planos.
Villegas –
 Sim, nos perguntamos se é o ideal ou correto ter São Paulo e Atlético-MG, que está muito forte, e o Arsenal. Mas dissemos que nos parece bom no sentido de que, enfrentar essas equipes, eleva o nosso nível futebolístico para depois atuar na Bolívia. E se pudermos passar na fase seguinte, teria um mérito maior, pois enfrentamos grandes equipes da América.
Terra – Atlético-MG é o líder do grupo com um grande desempenho. Como vê essa equipe?
Villegas –
 Nos surpreendeu gratamente. É uma equipe forte, taticamente bem estruturada e um pouco baseada no jogo que tem Ronaldinho, que faz todos jogarem. O talento que tem obviamente se manifesta muito bem com o resto dos jogadores.
Terra – Sempre que uma equipe brasileira vem até a Bolívia ou a Quito, o tema altitude vem à tona. Há mais radicais que, no Brasil, defendem que não possa se jogar em La Paz. Qual sua opinião sobre o tema?
Villegas –
 Primeiro tenho que dizer que aqui vivem mais de 10 milhões de habitantes. Nascemos aqui e creio que merecemos jogar aqui. Ninguém morreu por jogar futebol ou praticar esporte na altitude. Morre muita gente no nível do mar por excesso de temperatura. Nunca ganhamos uma partida por altitude. Os atletas bem preparados podem perfeitamente responder na altitude.
Terra – Mas há uma queda de desempenho para quem não está acostumado, não? É algo inevitável a seu ver?
Villegas -
 Quiçá se abaixe 20%, como também conosco no nível do mar, pois abaixamos 20% de nossa produção. Para ambos os lados, tem suas mudanças, o inconveniente da adaptação. Mas aqui há equipes que vieram e jogaram muito bem. O mesmo São Paulo, com Raí e companhia, com Telê Santana, ganharam em Oruro, em La Paz e foram campeões sul-americanos e mundiais.
Terra – A seleção boliviana está praticamente fora da Copa 2014 e não se nota qualquer tipo de evolução. Como, por exemplo, com a Venezuela. Por que a Bolívia não consegue crescer?
Villegas – 
A equipe caiu muito por não fazer um processo de longo prazo com os jogadores jovens. Pode se queimar uma Eliminatória com isso, mas se vai preparar para competir internacionalmente. E depois, que jogadores como Chumacero, possam emigrar para a Europa, México ou Arábia e buscar um melhor nível internacional para expressar na seleção. Nosso nível local é muito baixo. Propus um processo à Federação Boliviana, de trabalhar até 2014, de preparar os menores de 23 anos. E que depois possam ter a chance de classificar a 2018.
Chumacero, com 21 anos, é o principal jogador da equipe boliviana Foto: EFE
Chumacero, com 21 anos, é o principal jogador da equipe boliviana
Foto: EFE
Terra – Há uma comoção nacional muito grande pela morte de Kevin Espada, e no Brasil se discute a situação dos 12 torcedores ainda presos. Como o senhor vê o caso?
Villegas –
 Primeiro que foi um acidente lamentável. Há grande responsabilidade da polícia nesta ordem em deixar ingressar os sinalizadores. O que sucedeu é muito lamentável, sofremos todos, mas nada pode colocar em dúvida a unidade que gera jogar o futebol e a Copa Libertadores. Isso tudo se criou para a unidade dos povos, para melhorar, e nos tocou todos bolivianos. Nós queremos uma imagem boa de tudo que fazemos para o mundo, mas sucedeu isso. O povo boliviano não tem nada de vingança para outros povos, foi um acidente que precisa ser superado.
Terra – Quais suas grandes ambições para o futuro?
Villegas -
 Temos ido bem na Bolívia. Conseguimos quatro títulos com quatro equipes, dirigimos a seleção interinamente e nossa intenção, no futuro, é voltar a dirigir a seleção. Um objetivo agora é tentar dirigir fora do país, na América do Sul, não sei, onde haja oportunidade. Trabalhamos nisso, de tentar nos mudar para mostrar a capacidade dos treinadores bolivianos.

Fonte :Terra

Toloi isenta Ceni e assume erro em lance que originou pênalti


Rafael Toloi assumiu a responsabilidade pelo pênalti cometido por Rogério Ceni em Alexandre Pato, que resultou na vitória do Corinthians contra o São Paulo, de virada, 2 a 1, no Morumbi. O zagueiro disse ao jornal Lance! que errou no recuo de bola ao goleiro tricolor, falha que estragou seu fim de semana de Páscoa.
Toloi ressaltou que Ceni não teve culpa por ter chegado atrasado à disputa com Pato após recuada de bola feita pelo zagueiro.
“Acho que errei, sim. Eu deveria ter dado o passe mais forte para o Rogério, mas peguei mal. Erro meu”, disse Toloi.

COM GANSO E NOVO ESQUEMA, SP TEM MENOS PEGADA E MELHOR PASSE

  • "Ganso precisa melhorar na competitividade e na pegada". A análise de Ney Franco pode ser embasada pelos números do Datafolha.

    Mostra que o São Paulo, com seu novo esquema e com Ganso em campo, melhorou bastante a qualidade do passe, mas piorou na pegada e teve leve queda nas finalizações.

    O levantamento leva em conta os últimos três jogos com o 4-4-2 e os últimos três em outro sistema. Ou seja, o empate com o Palmeiras, a vitória contra o Oeste e a derrota para o Arsenal de Sarandí por um lado e as vitórias contra Mirassol e São Bernardo e na derrota contra o Corinthians do outro

Do sofá para o campo: Edson Silva 'barra' Lúcio e vira titular do Tricolor


edson silva lucio são paulo treino (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Olhar para a lista de jogadores relacionados e não encontrar seu nome havia virado rotina para Edson Silva no início de 2013. A chegada do badalado e pentacampeão Lúcio o derrubou para a quarta opção do técnico Ney Franco e encheu de dúvidas a cabeça do defensor. Mas o quase esquecimento durou pouco. Nesta quinta-feira, ele faz contra o Strongest, às 21h30m, em La Paz, a primeira partida na Taça Libertadores como titular absoluto da posição.
– Só eu sei o que passei no início da temporada. Mas que fique claro que isso pode acontecer com qualquer um. O professor optou por outros jogadores e eu respeitei – disse o zagueiro.
– Ser a quarta opção não é fácil. Claro que você fica cabisbaixo, triste, mas precisa se concentrar nos treinamentos para estar pronto quando a oportunidade aparecer. Já passei por muitas experiências em outros clubes. Hoje, teoricamente, sou titular e estou feliz – emendou.
A sorte do pernambucano da pequena Palmares começou a mudar graças à má fase do Tricolor nos primeiros meses, principalmente na Libertadores. Ney Franco tentou fortalecer a defesa, muito exposta até então, com a colocação de mais um zagueiro para atuar ao lado de Rafael Toloi e Lúcio contra o Arsenal, em Sarandí. Como Rhodolfo estava machucado, o treinador recorreu à sua última alternativa: Edson Silva.
Tudo conspirava a favor. O São Paulo jogava mal, e o técnico optou por tirar de campo um dos defensores. Surpreendentemente, Lúcio foi o escolhido, deixando o gramado irritado, dando início a um atrito com o comandante. O Tricolor perdeu, se complicou na competição, mas Edson Silva voltou para o Brasil com o sorriso aberto pela exibição.
– Eu não sabia que jogaria. Fiquei sabendo um dia antes. Pensei: "Essa é a oportunidade que tanto pedi para me firmar". Tivemos aquela derrota, mas, no meu ponto de vista, fiz uma boa partida – recordou.
O acaso voltou a ajudar, mais uma vez. Na retorno ao país, Lúcio estava suspenso por ter sido expulso no clássico contra o Palmeiras. Edson Silva não só foi titular novamente como também anotou um dos gols da vitória por 3 a 2 sobre o Oeste, no Morumbi, pelo Paulistão. Era o que faltava para ele se firmar e seguisse na vaga desde então.
– Dentro do elenco existe uma competição interna, todo mundo quer jogar. Fiquei muito feliz pela escolha dele. Eu não estava nem sendo relacionado antes. Mas você fica triste também pelo companheiro. O Lúcio é um grande jogador, conquistou muitos títulos e vai dar a volta por cima.
Domingos do Morumbi? Melhor não...
Edson Silva aposta na tranquilidade para se manter em alta no clube. O jogador garante que a cara de mau serve apenas para assustar os atacantes, mas não corresponde à sua personalidade. Do interior de Pernambuco, ele acredita trouxe o estilo pacato de viver sem grandes luxos.
– Eu sou bem calmo dentro e fora de campo. Quando tem de ser um pouco estabanado, consigo ser (risos). Gosto muito de música gospel, isso me ajuda a ficar calmo nas partidas. Sempre estou nas resenhas com o pessoal. Sou criado na roça, na minha época não tinha essas coisas de videogame. Era só jogar bola na várzea (risos).
O jogador, porém, não consegue escapar das brincadeiras pela semelhança com o também zagueiro Domingos, ex-Santos, considerado um dos mais violentos do país. No entanto, jura que apenas a fisionomia tem suas similaridades.
– Pelo histórico, ele passa uma imagem de ser esquentado. Eu não gosto dessas coisas, gosto de jogar futebol. Não dá para ser ele, não. Eu sou o Edson Silva do São Paulo.
Do São Paulo e titular...

Rogério Ceni pede calma na altitude: 'Temos de administrar o jogo'


Rogéri Ceni viagem São Paulo Bolívia (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

O goleiro Rogério Ceni acredita que a mudança tática feita por Ney Franco nos últimos jogos será favorável ao São Paulo contra o Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m (de Brasília), em La Paz, pela Libertadores. Para o capitão, o Tricolor precisará controlar mais a bola para não sofrer com a altitude.
- Temos de administrar o jogo a partir do momento que você tem a bola. Estamos fazendo isso bem com Ganso, Jadson e Maicon. Eles (bolivianos), provavelmente, vão correr mais do que nós - afirmou.
Em sua primeira partida nas alturas em 2013, contra o Bolívar, pela fase preliminar da Taça Libertadores, o São Paulo teve uma grande oscilação. O Tricolor chegou a abrir 3 a 0 na etapa inicial, mas se acomodou por conta da enorme vantagem de oito gols na briga pela vaga (o primeiro jogo, no Morumbi, terminou 5 a 0) e acabou levando a virada por 4 a 3.
- Temos de aprender, porque eu acho muito difícil fazer 3 a 0 novamente, assim como é difícil tomar quatro. Aquela foi uma partida atípica, tanto o começo quanto o fim - ressaltou Ceni.
A goleada do Atlético-MG sobre o Arsenal, quarta, em Belo Horizonte, ajudou o São Paulo. O clube do Morumbi permanece em segundo, com os mesmos quatro pontos dos argentinos. Uma vitória na Bolívia deixa a equipe dirigida por Ney Franco muito perto da classificação. Na rodada final, o Tricolor recebe o Galo, em casa.
- É um jogo decisivo, que pode nos colocar em uma boa situação para dependermos somente do nosso desempenho na última rodada - ressaltou o goleiro.

Pressionado, São Paulo enfrenta altitude e Strongest em La Paz




O futuro do São Paulo na Taça Libertadores e na temporada 2013 depende desta quinta-feira. O antes favorito ao quarto título sul-americano agora luta para se salvar e conseguir uma vaga nas oitavas de final. Apoiado pela melhora de rendimento dos últimos jogos, mas sem o artilheiro Luis Fabiano, o Tricolor enfrenta a altitude e o Strongest, às 21h30m (de Brasília), no estádio Hernando Siles, em La Paz.
A vitória do Atlético-MG sobre o Arsenal, em Belo Horizonte, acabou com qualquer chance de os são-paulinos serem eliminados já nesta quinta rodada no Grupo 3. A equipe dirigida por Ney Franco continua em segundo, com os mesmos quatro pontos dos argentinos – leva vantagem no saldo de gols: menos um contra três negativos. Os bolivianos estão em último, com três. Na rodada final, os paulistas pegam o Galo, no Morumbi.
Os tricolores confiam na evolução apresentada recentemente. É bem verdade que o time vem de uma derrota para o rival Corinthians, mas subiu de produção. A baixa é Luis Fabiano, suspenso por quatro jogos pela Conmebol em virtude da expulsão contra o Arsenal, no Pacaembu. Assim, toda a esperança cai sobre Jadson e Paulo Henrique Ganso.
header as escalações 2
São Paulo: Ney Franco não confirma a escalação, mas deve fazer apenas uma mudança em relação ao time que perdeu para o Corinthians. O atacante Aloísio entra no lugar de Luis Fabiano, suspenso. O goleiro Rogério Ceni, recuperado de dores no pé direito, está escalado. A formação é a seguinte: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Carleto; Denilson, Maicon, Jadson e Ganso; Osvaldo e Aloísio.
Strongest: o técnico Eduardo Villegas faz mistério para divulgar a escalação da equipe. Apesar disso, ele não deve fazer grandes modificações. A única está no setor defensivo. Mendéz ainda não está totalmente recuperado de um problema muscular. Caso seja vetado, Smith deve assumir a posição. A provável formação é a seguinte: Vaca, Bejarano, Barrera, Smith (Mendez) e Chavez; Chumacero, Veizaga, Soliz e Cristaldo; Escobar e Reina.

quem esta fora (Foto: arte esporte)
São Paulo: o zagueiro Lúcio, com uma torção no tornozelo esquerdo, e o centroavante Luis Fabiano, suspenso por quatro partidas pela Conmebol.
Strongest: Ninguém.

header fique de olho 2

São Paulo: Sem o Fabuloso, cabe a Jadson comandar o setor ofensivo do Tricolor. O baixinho é o vice-artilheiro da equipe na temporada, com oito gols, e vem sendo o principal jogador do clube em 2013.
Strongest: o atacante Pablo Escobar é uma das principais armas de ataque dos bolivianos. O jogador, com passagens por clubes brasileiros como Ipatinga e Ponte Preta, deu muito trabalho ao São Paulo na partida realizada no Morumbi, pelo primeiro turno.

header o que eles disseram

Ney Franco, técnico do São Paulo: “A mobilização é pela classificação à próxima fase da Libertadores, uma partida decisiva em cima dos tropeços que tivemos contra o Arsenal. Vamos ter tranquilidade, mas logicamente em cima da nossa responsabilidade”.
Eduardo Villegas, técnico do Strongest: Temos de ser ofensivos, mas não podemos nos descuidar da defesa. Vamos enfrentar um dos melhores times do Brasil. Será um jogo muito difícil.

header números e curiosidades

* São Paulo e Strongest já se enfrentaram três vezes na Libertadores. Em 2005, pela fase de grupos, houve empate por 3 a 3, em La Paz. No mesmo ano, no jogo de volta no Brasil, o Tricolor venceu por 3 a 0, gols de Edcarlos, Luizão e Grafite. E neste ano, em fevereiro, nova vitória são-paulina, desta vez por 2 a 1, de virada.
* O São Paulo atuou 21 vezes neste ano, somando 13 vitórias, três empates e cinco derrotas. Foram 42 gols marcados e 24 sofridos. Luis Fabiano, desfalque nesta quinta, é o artilheiro com 12 gols. Jadson fez oito. Ney Franco utilizou 29 jogadores: Aloísio foi quem mais atuou (19 partidas).
* Tricampeão da Libertadores (1992, 1993 e 2005), o São Paulo é a equipe brasileira que mais vezes disputou a final do torneio (seis) e a única que chegou três vezes seguidas à decisão (1992/93/94).
* Se for campeão da Libertadores neste ano, o Tricolor se tornaria o quarto maior vencedor do torneio, atrás apenas de Independiente (7 títulos), Boca Juniors (6) e Peñarol (5).
header último confronto v2
O São Paulo levou um susto, mas venceu o Strongest por 2 a 1 no dia 28 de fevereiro deste ano, no Morumbi, pela segunda rodada do Grupo 3 da Libertadores. O time boliviano saiu na frente com gol de Barrera, após falha da defesa. O Tricolor reagiu e conseguiu o triunfo graças aos gols de Luis Fabiano e Osvaldo.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Com Ceni e sem Lúcio, Ney relaciona 20 jogadores para duelo na Bolívia


Rogério Ceni São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)

O São Paulo tem um desfalque de última hora e uma boa notícia para enfrentar o Strongest às 21h30 (de Brasília) desta quinta-feira, na Bolívia, pela penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores. Rogério Ceni treinou normalmente nos últimos dias e viaja com a delegação. Por outro lado, Lúcio sentiu uma lesão e fica no Brasil.
O capitão tricolor reclama de dores no pé direito desde o clássico com o Corinthians, no domingo passado, quando acertou Alexandre Pato no polêmico pênalti que decidiu o confronto. Ceni trabalhou normalmente nesta quarta, mas por precaução Ney Franco relacionou também o terceiro goleiro, Léo.
Lúcio, por sua vez, sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo no treino desta quarta pela manhã e não viajará. O zagueiro permanecerá em São Paulo fazendo tratamento no Reffis.
Confira a lista de relacionados:
Goleiros: Rogério Ceni, Denis e Léo
Laterais: Cortez, Paulo Miranda, Carleto e Douglas
Zagueiros: Rafael Toloi, Rhodolfo e Edson Silva
Volantes: Wellington, Rodrigo Caio e Denilson
Meias: PH Ganso, Jadson e Maicon
Atacantes: Ademilson, Osvaldo, Aloísio e Wallyson

Lateral-esquerdo Carleto renova contrato com São Paulo


Carleto, São Paulo (Foto: Site Oficial / saopaulofc.net)

Antes da viagem para a Bolívia, nesta terça-feira, o lateral-esquerdo Carleto estendeu seu vínculo com o São Paulo. O jogador renovou o contrato até o fim da temporada de 2015. São-paulino declarado, o defensor comemorou a permanência no clube do coração.
– Sou um torcedor, todo mundo sabe que sempre fui são-paulino. Gosto de representar o torcedor dentro de campo. Agora tenho ainda mais motivação e tranquilidade para defender essa camisa com a mesma garra de sempre – afirmou ao site oficial do clube.
Contratado em 2010 do Valencia, da Espanha, Carleto demorou a se firmar no São Paulo. O lateral acabou emprestado para América-MG e Fluminense, onde conquistou o título brasileiro do ano passado. Valorizado pela campanha, recebeu nova chance do técnico Ney Franco.
– Fico muito contente. É mais um objetivo alcançado, uma meta que tinha desde que voltei do Fluminense. As coisas estão saindo bem, tem dado tudo certo, espero dar sequencia no trabalho e seguir no clube por muitos anos – disse.
Reserva no início do ano, Carleto só conseguiu ganhar a vaga recentemente – ele está escalado para enfrentar o Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m, em La Paz, pela Libertadores. Cortez não manteve as atuações do ano passado e abriu espaço para que o concorrente assumisse o lugar.

Escalado, Ceni fará tratamento na Bolívia: 'Estou mais ou menos'


A noite será longa para Rogério Ceni. O goleiro foi confirmado pelo técnico Ney Franco como titular do São Paulo na partida contra o Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30m (de Brasília), em La Paz, pela Taça Libertadores, mas continuará em tratamento para diminuir as dores no pé direito.
– Estou mais ou menos, melhorando. Vou continuar o tratamento agora para reunir condições. Hoje, fiz todos os trabalhos no treino – disse o capitão na chegada a Santa Cruz de la Sierra.
rogerio ceni desembarque bolivia (Foto: Carlos Augusto Ferrari) Ceni se movimenta normalmente, sem mancar, mas reclama de um desconforto no local quando precisa chutar a bola. Caso o problema continue até a partida, o jogador pode até abrir mão de cobrar os tiros de meta, passando a função para algum defensor.
Dor faz parte. Preciso melhorar quando bato na bola. Em 24h muda muita coisa na nossa vida"
Rogério Ceni
Como precaução, o treinador optou por relacionar mais um goleiro na viagem. Léo, formado nas categorias de base, está concentrado com o grupo. Denis é o reserva imediato da vaga.
– Estou com dor. Mas dor faz parte. Preciso melhorar quando bato na bola. É quando dói. Em 24h muda muita coisa na nossa vida. Vamos trabalhar – ressaltou.
O ídolo são-paulino sentiu o problema em um lance polêmico. Após um recuo errado de Rafael Toloi no clássico contra o Corinthians, o goleiro tentou chutar a bola, mas acertou o pé de Alexandre Pato. O árbitro marcou pênalti que o próprio atacante converteu e deu a vitória ao Timão.
Para fugir dos efeitos da altitude de La Paz, o departamento de futebol do São Paulo optou por concentrar a equipe em Santa Cruz de la Sierra, apenas 400m acima do nível do mar. O grupo segue para o local da partida depois do almoço de quinta.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Jogo contra o Bolívar vira 'exemplo completo' para o São Paulo na quinta


Ney Franco entrevista coletiva no São Paulo (Foto: Carlos Augusto Ferrari)

O São Paulo faz nesta quinta-feira sua partida mais importante da temporada até aqui: de olho em uma vaga nas oitavas de final da Taça Libertadores, o Tricolor enfrenta o Strongest, da Bolívia, em La Paz, às 21h30m (horário de Brasília). A última vez que a equipe visitou a capital boliviana foi na fase preliminar da competição, em um jogo que se tornou exemplo para jogadores e comissão técnica - positiva e negativamente.
A derrota por 4 a 3 para o Bolívar não atrapalhou o São Paulo, que havia vencido por 5 a 0 no Morumbi e assegurou a vaga na fase de grupos. Porém, a maneira como se deu a derrota irritou os torcedores: após fazer 3 a 0 primeiro tempo, em atuação memorável, o time apagou na etapa complementar e cedeu a virada.
Os quase 3.700m de altitude de La Paz preocupam o técnico . O preparo físico de sua equipe, não. Tranquilo em relação às condições dos jogadores, o comandante lembrou a reviravolta na partida contra o Bolívar e assegurou que a queda vertiginosa de desempenho vivida no segundo tempo não se repetirá nesta quinta-feira.
- O jogo que fizemos lá é referência. Fazer um primeiro tempo do jeito que foi, 3 a 0, jogando na Bolívia, são poucos clubes do mundo que conseguem. Só não podemos ter a acomodação que tivemos no segundo tempo. Ficou uma má impressão, mas logo depois do jogo eu disse que não foi a altitude, e sim a equipe, que se acomodou - explicou o treinador, em entrevista coletiva no CT da Barra Funda.
Satisfeito com o desempenho recente da equipe, especialmente com a apresentação no clássico contra o Corinthians – embora a equipe tenha saído derrotada por 2 a 1 – Ney quer que a eficiência apresentada no Campeonato Paulista se repita na Libertadores. Hoje, o Tricolor lidera o estadual com 35 pontos, um a mais que a vice-líder Ponte Preta, e com um jogo a menos na tabela.
- A expectativa é ver o São Paulo dos últimos quatro jogos. Foram partidas consistentes, embora não tenhamos vencido o clássico. Esse é o São Paulo: vai a campo e sabe o que fazer, tem uma proposta na partida. Imagino que contra o Strongest tenhamos que repetir o que foi feito no clássico, mas com sorte maior.

Destaque do São Paulo no ano, Jadson celebra retorno à Seleção


jadson são paulo (Foto: André Lessa/Agência Estado)
Destaque do São Paulo em 2013, o meia Jadson está de volta à seleção brasileira. O jogador foi convocado pelo técnico Luiz Felipe Scolari para o amistoso contra a Bolívia, no próximo sábado, às 16h30m (de Brasília), no Estádio Ramon "Taihuichi" Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra - clique aqui e veja a lista completa.
- Essa notícia me deixou muito contente, é sinal de que o trabalho está sendo bem feito. Quero seguir trabalhando forte e mostrar ao Felipão que tenho condições de jogar pela seleção brasileira - disse Jadson, em nota divulgada por sua assessoria de imprensa.
A lista para o amistoso não inclui jogadores que atuam fora do Brasil. Jadson tem ciência de que a concorrência por uma vaga no meio-campo da Seleção para a Copa do Mundo de 2014 é grande. Ele tem cinco jogos com a camisa verde e amarela, e esta é a primeira vez que é chamado por Felipão.
- Sei que a qualidade dos jogadores brasileiros é enorme. Se pudesse, poderíamos montar três ou quatro Seleções competitivas e que não fariam feio contra nenhuma outra. Mas também sei dos meus objetivos na carreira e farei de tudo para alcançá-los com bastante humildade, respeito e pés no chão - disse o são-paulino.

Sobre o jogo contra a Bolívia, Jadson torce para ganhar uma oportunidade de entrar em campo e demonstrar que pode ser mais uma boa opção para Felipão.
- A convocação já é algo maravilhoso, mas agora preciso trabalhar forte e demonstrar que posso ser útil dentro de campo. Essa partida contra a Bolívia é uma ótima oportunidade aos jogadores que atuam no futebol brasileiro e quero aproveitá-la ao máximo-  disse.

O retrospecto de Jadson na Seleção é positivo. Ao todo, o meia participou de cinco jogos - obteve três vitórias (Argentina, Romênia e Escócia), um empate (Paraguai), e uma derrota (França), além de ter marcado um gol sobre os paraguaios, no empate de 2 a 2 pela Copa América de 2011. Na época, a Seleção era comandada por Mano Menezes.

Pelo São Paulo, somente em 2013, o camisa 10 disputou 17 partidas, marcou oito gols (cinco no Campeonato Paulista e três na Copa Libertadores) e deu seis assistências (três no Estadual e outras três no torneio continental). Desde que chegou ao clube, Jadson já entrou em campo 86 vezes, fez 18 gols e deu 25 assistências.

Osvaldo vibra com mais uma chance na Seleção: 'Estou muito motivado'


Osvaldo no treino do São Paulo (Foto: João Pires / Vipcomm)

Depois de fazer parte do grupo da Seleção nos duelos contra Itália e Rússia, na última semana, o atacante Osvaldo voltou a ser lembrado pelo técnico Luiz Felipe Scolari. O jogador do São Paulo foi convocado para disputar o amistoso contra a Bolívia, no próximo sábado, na cidade de Santa Cruz de la Sierra.
Em boa fase com a camisa do Tricolor desde a reta final da temporada passada, quando a equipe do técnico Ney Franco conquistou a Copa Sul-Americana, o atacante se mostrou empolgado com mais uma chance com Felipão.
– Estava ansioso e recebi essa convocação como uma resposta positiva ao período que estive com a seleção brasileira para os amistosos com a Itália e Rússia. Procurei mostrar meu trabalho ao Felipão nos treinamentos e também uma boa postura no convívio com o grupo – disse.
Apesar de ter feito parte do grupo nos amistosos contra Itália e Rússia, Osvaldo, que foi chamado para ocupar a vaga do machucado Lucas, não teve a oportunidade de entrar em campo. Na Bolívia, porém, o atacante torce para que isso seja diferente.
– Fico feliz por ele ter confiado em mim me dando essa nova chance. Estou muito motivado e confiante pelo bom momento que vivo no São Paulo. Se eu tiver a chance de jogar, pode ter certeza de que vou fazer de tudo para não desperdiçar – completou o atacante.
Curiosamente, Osvaldo já embarca para Santa Cruz de la Sierra na tarde desta quarta-feira. Porém, antes do amistoso com a seleção brasileira, o jogador terá duelo importante pelo São Paulo. Na quinta, o time encara o Strongest, em La Paz, pela quinta rodada do Grupo 3 da Taça Libertadores da América.

Conmebol mantém punição, e Luis Fabiano não pega o Strongest


A Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) manteve a punição de quatro jogos de gancho ao atacante Luis Fabiano, apesar do recurso enviado pelo São Paulo na última semana. Assim, o jogador está fora da partida contra o  Strongest, nesta quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), no estádio Hernando Siles, em La Paz.
Como já cumpriu uma partida na derrota do Tricolor por 2 a 1 para o Arsenal de Sarandí, na Argentina, o atacante ainda terá mais três jogos de gancho – além do confronto com o The Strongest, ele também perderá a partida contra o Atlético-MG, no estádio do Morumbi, marcada para o dia 17 de abril. Caso o Tricolor caia na primeira fase da Libertadores, ele não jogará a primeira partida da Recopa Sul-Americana, contra o Corinthians, no primeiro semestre.
Multado em US$ 5 mil (R$ 10 mil), Luis Fabiano foi punido pela expulsão no empate por 1 a 1 com o Arsenal no estádio do Pacaembu. Ao final da partida, o atacante reclamou com o árbitro colombiano Wilmar Roldán e acabou punido com o cartão vermelho, mesmo após o apito final. A diretoria do clube descartou qualquer punição ao jogador.
A revolta de Luis Fabiano era devido a um suposto pênalti não marcado sobre ele no segundo tempo do confronto com os argentinos. O tropeço em casa, somado à derrota na Argentina, complicou a situação do Tricolor na Taça Libertadores da América.  Na oportunidade, através de sua assessoria de imprensa, o São Paulo afirmou que “respeitava, mas não concordava” com a decisão da Conmebol.
Atualmente, o São Paulo ocupa a segunda colocação do Grupo 3, com quatro pontos ganhos. O líder da chave é o Atlético-MG, já classificado, com 12. O Tricolor disputa uma vaga nas oitavas de final com o Arsenal, que detém a mesma pontuação, mas perde nos critérios de desempate, e com o Strongest, que acumula três pontos.
Luis Fabiano recebe o cartão vermelho no final da partida do São Paulo (Foto: JF Diorio / Ag. Estado)

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Osvaldo lamenta 'gol bobo e pênalti duvidoso' e diz que derrota foi injusta


Um dos principais destaques do São Paulo na temporada, o atacante deixou o Morumbi neste domingo lamentando o tropeço da equipe no clássico contra o Corinthians. Na visão do tricolor, a equipe do técnico Ney Franco acabou derrotada por 2 a 1 por causa de dois lances de infelicidade.
– Tomamos um gol bobo no primeiro tempo e agora um pênalti duvidoso, que para mim não foi – disse o atacante ainda no gramado.
A arbitragem de Leandro Bizzio Marinho foi alvo de muita reclamação pelo lado do São Paulo. O capitão Rogério Ceni reclamou de falta de Alexandre Pato no pênalti marcado, enquanto Osvaldo questionou os critérios do juiz na marcação das faltas.
– A arbitragem deu muita falta para a equipe do Corinthians, toda hora parando o jogo. Na minha opinião, se tinha uma equipe que merecia vencer hoje era o São Paulo – afirmou.
Líder do Campeonato Paulista com 35 pontos, o São Paulo volta a campo na próxima quinta-feira, dia 4, mas pela Taça Libertadores da América. O Tricolor viaja para a Bolívia enfrentar o Strongest, em La Paz, às 21h30 (horário de Brasília).

Perfil de árbitro no Facebook mostra foto de cartão para Luis Fabiano


Nem Rogério Ceni nem Alexandre Pato. O personagem principal do clássico entre São Paulo e Corinthians, disputado na tarde deste domingo no Morumbi e que terminou com a vitória alvinegra por 2 a 1, foi o árbitro Leandro Bizzio Marinho. No lance mais polêmico da partida, o juiz marcou pênalti de Rogério Ceni em disputa com o atacante Alexandre Pato.
A jogada, que originou o gol da virada corintiana, gerou revolta dos são-paulinos. Para “piorar”, a conta pessoal do juiz em uma rede social tem como foto principal um lance em que ele mostra um cartão amarelo para o atacante Luis Fabiano, no clássico contra o São Paulo.

Ganso reclama da atuação do juiz: 'Deu a vitória a eles'

Ganso reclama do juiz: 'Deu a vitória a eles' (AFP)
O meia deixou o gramado do Morumbi esbravejando contra a arbitragem de Leandro Bizzio Marinho na derrota do São Paulo por 2 a 1 para o Corinthians (assista aos gols), neste domingo, no Morumbi, pelo Paulistão. Ele reclamou do pênalti marcado em dividida entre Rogério Ceni e Alexandre Pato no segundo tempo.
- O árbitro deu a vitória a eles. Ele disse que foi falta do Rogério. Se aquilo não é solada, o que é, então? Se for assim, dá a vitória para eles! É mais fácil, nós nem precisamos entrar em campo – disse.
Os jogadores dos dois times, aliás, reclamaram bastante com o árbitro ao longo da partida. Os corintianos questionaram uma falta não marcada de Osvaldo em Alessandro no primeiro tempo. Na sequência, o atacante cruzou e Jadson abriu o placar.

Os são-paulinos também questionaram algumas decisões, principalmente algumas faltas ignoradas por Marinho. Em uma delas, Ganso dividiu com Gil em velocidade perto da área e caiu. O árbitro mandou a partida continuar.
- Eu levei um 'escorão' no segundo tempo, e ele (árbitro) disse que estava de costas. Que árbitro fica de costas para o jogo? – reclamou o camisa 8.

Diretor tricolor explica saída de Rosan: 'Já havia sido advertido'


Adalberto Batista em treino do São paulo (Foto: Luiz Pires/VIPCOMM)
O diretor de futebol Adalberto Baptista explicou o motivo da demissão do fisioterapeuta Luiz Rosan. Segundo o dirigente, Rosan já havia sido advertido anteriormente, verbalmente e por escrito. No início do ano, o São Paulo constatou que havia muita gente sem trabalhar dentro do Morumbi nos dias de jogos e baixou uma norma que os funcionários da comissão técnica só poderiam entrar com ingressos - que são dados pelo clube. Por três vezes, na versão oficial, Rosan foi barrado pelos seguranças, mas entrou mesmo assim, inclusive teria usado de truculência.
O privilégio de entrar no estádio sem ter seu ingresso em mãos. O fisioterapeuta chegou a bater boca com o diretor de futebol no vestiário.
- Não pode haver privilégios, isso é algo que não podemos aceitar. Ele já havia sido advertido verbalmente, depois foi por escrito, e da última vez não houve como segurar, contornar a situação. 

O episódio, porém, foi a gota d’água numa relação que é conturbada há anos. Rosan nunca concordou com a entrada de Adalberto no departamento de futebol. Questionava, por exemplo, a contratação de muitos jogadores com problemas e histórico de lesões, casos de Fabrício, Douglas e Ganso. A longa recuperação de Luis Fabiano, que só estreou sete meses depois de ser contratado, também causou estragos.
Enquanto a fisioterapia se via pressionada por recuperar um atleta que já havia chegado lesionado, e não concordava com isso, a diretoria de futebol esperava uma decisão mais rápida sobre operar ou não o joelho do jogador. Sem Rosan, principal responsável pela implantação do Reffis, em 2003, o São Paulo tem agora em sua equipe de fisioterapeutas Ricardo Sasaki, Alessandro, Betinho e Cilmara que já trabalhavam com o antigo profissional.
Por privilégio também pode se entender a questão de horários de Rosan. Na visão do clube, ele frequentava o CT da Barra Funda bem menos do que os outros. Uma das razões era o fato dele morar em Santos, a cerca de uma hora da capital. Luiz Rosan também é um dos fisioterapeutas da seleção brasileira, mas isso não era considerado um empecilho pela diretoria.
Outro ponto de desgaste foi a alteração na proporção da premiação da comissão técnica. Já no título da Sul-Americana do ano passado, os profissionais receberam um bicho menor do que estava previsto. O departamento de futebol justifica que a proporção entre jogadores e comissão havia ficado distorcida pelo aumento do número de profissionais do clube. Hoje, por exemplo, o Tricolor tem dois fisiologistas e três preparadores físicos.
A reportagem tentou entrar em contato com Rosan, mas seu telefone se encontrava desligado


À espera do Fabuloso, Ney não antecipa escalação contra Strongest


Ney Franco não pretende mudar, mas preferiu manter em segredo a escalação do São Paulo para enfrentar o Strongest, quinta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), em La Paz, pela Taça Libertadores. O treinador acredita que a derrota por 2 a 1 de virada para o Corinthians (assista aos melhores momentos ao lado), domingo, pelo Paulistão, não trará danos à equipe.
– Se tivéssemos perdido por 2 a 1 jogando muito mal, poderia ter um impacto emocional. Mas jogamos bem. Se continuarmos nessa sequência serão poucas as equipes que conseguirão derrotar o São Paulo no Morumbi. A equipe mostra que está em evolução. O que não pode é perder a confiança no trabalho que está começando a se encaixar – afirmou.
A única dúvida está no ataque. Comissão técnica e diretoria aguardam por uma resposta da Conmebol sobre o efeito suspensivo pedido pelo clube para tentar colocar Luis Fabiano em condições. O centroavante foi suspenso por quatro jogos pela expulsão após o apito final do duelo frente ao Arsenal, no Pacaembu – ele ofendeu o árbitro Wilmar Roldán.
Caso o camisa 9 não seja liberado pela entidade que controla o futebol sul-americano, o mais provável é que o treinador escale Aloísio na vaga. A outra alternativa é Wallyson.
– Esperamos que a equipe consiga repetir na Bolívia a sequência de bons jogos no Paulista. Estamos esperando a definição sobre o Luis Fabiano. Prefiro não me aprofundar no assunto da escalação. Temos tempo para preparar a equipe – ressaltou.
A delegação do São Paulo viaja para Santa Cruz de la Sierra após o treino de quarta-feira, no CT da Barra Funda. O grupo segue para La Paz na quinta-feira pela manhã.
Ney Franco São Paulo jogo Corinthians (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)